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Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul recebe nesta segunda mais 413 mil vacinas de Oxford e primeiro lote do imunizante da Pfizer, com quase 33 mil doses

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As doses da AstraZeneca deveriam chegar neste domingo ao Estado, mas o Ministério da Saúde atrasou o envio da remessa

Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Desembarque está previsto para as 8h30min no Aeroporto da capital gaúcha. (Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini)

O governo gaúcho aguarda para as 8h30min desta segunda-feira (3) no Aeroporto de Porto Alegre o primeiro lote da vacina contra o coronavírus produzida pelo laboratório norte-americano Pfizer, com 32,7 mil doses. Também estão previstas mais 413,7 mil unidades do imunizante de Oxford-Fiocruz que não chegaram no domingo devido a um atraso por parte do Ministério da Saúde.

Conforme a Secretaria Estadual da Saúde (SES), as ampolas de Oxford serão utilizadas para ampliar a vacinação na primeira fase da campanha para os segmentos populacionais com comorbidades. Já doses da Pfizer permitirão completar essa faixa e também a de idosos com 60 e 61 anos, mas apenas em Porto Alegre (por questões logísticas).

No sábado (1º), o Rio Grande do Sul recebeu 22,8 mil novas doses da Coronavac-Butantan. A remessa aumentou o estoque da SES, que já contava com outras 7,2 mil unidades do imunizante recebidas na quinta-feira (29) junto a uma remessa maior da fórmula de Oxford.

A expectativa é de que as 30 mil doses sejam distribuídas aos municípios já no começo desta semana, a fim de viabilizando a retomada da aplicação da dose de reforço para as pessoas vacinadas há mais de 28 dias com a Coronavac. Essa quantidade ainda é insuficiente para atender a toda a demanda pelo produto no Estado.

Uma reunião entre o comando da SES e do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), provavelmente na manhã deste segunda-feira, definirá os detalhes da distribuição das doses da AstraZeneca, Coronavac e Pfizer às coordenadorias regionais de saúde (CRS).

Infraestrutura necessária

Com a chegada do primeiro lote da Pfizer (enviado para todas as 27 capitais brasileiras), uma logística especial será adotada para assegurar a conservação adequada do imunizante, que exige a conservação à baixíssima temperatura de -80ºC. A prefeitura de Porto Alegre utilizará ultracongeladores cedidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

São cerca de 20 freezers com capacidade para 550 litros e que permitem guardar um total de 4 milhões de frascos. A um custo unitário de R$ 140 mil, os equipamentos foram oferecidos à Secretaria Municipal da Saúde (SMS) no começo do ano pela Pró-Reitoria de Pesquisa da instituição e estavam em unidades como Instituto de Ciências da Saúde e a Faculdade de Agronomia.

O transporte e armazenamento das ampolas da Pfizer requer caixas próprias com 31 quilos de gelo-seco, que precisa ser trocado a cada cinco dias. Dessa forma, podem ficar armazenadas por até 30 dias, sem risco à segurança e eficácia do imunizante.

As doses ainda poderão ser mantidas por até 14 dias a -20ºC, temperatura atingida por um freezer comum. No momento em que já estiveram nos postos de saúde, poderão ser mantidas por até cinco dias em refrigeração entre 2 e 8ºC, ou seja, em geladeiras comuns. Isso proporciona vida útil de até 49 dias após a retirada do ultrafreezer.

(Marcello Campos)

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