Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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Rio Grande do Sul Secretaria Estadual da Saúde orienta hospitais a cancelar cirurgias eletivas devido ao desabastecimento de anestésicos

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A SES recebeu relatos de hospitais a respeito da ameaça de desabastecimento.

Foto: Divulgação/SES
A prefeitura está preocupada com a ocupação de cerca de 80% dos leitos de UTI de hospitais da cidade. (Foto: Divulgação/SES)

Diante do atual cenário de desabastecimento de medicamentos do chamado kit intubação, a SES (Secretaria da Saúde) está orientando os hospitais públicos e privados que utilizam esses anestésicos a cancelarem a realização de cirurgias e procedimentos eletivos por tempo indeterminado.

Nos últimos dias, a SES recebeu relatos de hospitais a respeito da ameaça de desabastecimento e tomou medidas práticas como o levantamento da demanda por parte dos hospitais que integram o Plano de Contingência Hospitalar, bem como do estoque existente, e buscou o apoio do Conass e do Ministério da Saúde para a solução do problema.

O MS acenou com uma compra emergencial no mercado nacional, e até mesmo internacional em parceria com a OPAS, para abastecer os Estados. Há notícias de que alguns Estados já começaram a receber lotes de medicamentos e a SES acredita que o RS será contemplado em breve.

A secretaria também está solicitando que hospitais e clínicas públicas e privadas disponibilizem aos hospitais com setores de Emergência e Unidades de Terapia Intensiva seus medicamentos desta categoria em estoque, especialmente sedativos e bloqueadores neuromusculares. Ao mesmo tempo, a Secretaria da Saúde está notificando as distribuidoras de medicamentos do RS para ver se possuem esses sedativos em seus estoques.

A secretaria destaca que a responsabilidade pelo abastecimento desse tipo de medicamento não é de competência da Secretaria da Saúde, mas sim dos próprios hospitais. Mas, neste momento de pandemia, a pasta não poderia se furtar de tentar auxiliar as instituições e, consequentemente, a população gaúcha que necessita de um leito de UTI.

A pasta diz que o acesso ao leito de UTI é uma medida extrema. A sociedade deve adotar as medidas de proteção (como o uso de máscaras e a higiene pessoal, entre outras) e respeitar as normas de distanciamento controlado do Governo do Estado para evitar a sobrecarga da rede de hospitalar.

O Estado afirma que, no que tange às suas responsabilidades, reforçou o número de leitos, habilitou 624 unidades junto ao Ministério da Saúde e deve ampliar em 100% os leitos até o final do mês de julho. Obteve ainda, recentemente, junto ao MS cerca de 300 respiradores para a abertura de novos leitos de UTI e já os distribuiu aos hospitais.

O Estado do Rio Grande do Sul tem nesta sexta-feira (3) 2.188 leitos de UTI Adulto SUS e Privado, com uma taxa de ocupação que beira a casa dos 70% desde o início da pandemia. Diante deste cenário, a Central de Regulação de Leitos do Estado está pronta para atender os pacientes e fazer remoções de uma cidade ou região para outra, de acordo com a necessidade e a disponibilidade de vagas em leitos clínicos e de UTI.

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