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Mundo Sequestro em sinagoga do Texas foi “ato de terrorismo”, diz o presidente americano, Joe Biden

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Biden afirmou que o homem conseguiu a arma por meios ilegais. (Foto: Cameron Smith/The White House/Arquivo)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que o homem que manteve quatro reféns em uma sinagoga em Colleyville, no Texas, cometeu um “ato de terrorismo”.

Neste domingo (16), o homem foi identificado pelo FBI como o cidadão britânico Malik Faisal Akram, de 44 anos.

No sábado (15), Akram interrompeu uma cerimônia religiosa na Congregação Beth Israel, na área metropolitana de Dallas-Fort Worth, e fez quatro reféns, incluindo o rabino. Após mais de seis horas de negociações com a polícia, ele libertou um refém ileso.

Mais de 10 horas após o início do cerco, membros da equipe de resgate de reféns do FBI invadiram a sinagoga para libertar os três reféns restantes, matando o sequestrador. Autoridades informaram que as vítimas estavam “vivas e bem” após a libertação.

Durante uma visita a um banco de alimentos na Filadélfia, Biden afirmou que o homem conseguiu a arma por meios ilegais:

“Eu não tenho todos os fatos, nem o secretário de Justiça. Mas, supostamente, afirma-se que ele conseguiu as armas na rua”, disse Biden. “Ele as comprou quando desembarcou, e aparentemente não havia bombas. Aparentemente, ele passou a primeira noite em um abrigo para sem-teto. Ainda não tenho todos os detalhes, então estou relutante em detalhar muito.”

Biden abordou a importância de medidas de controle de armas:

“A ideia de haver um controle sobre o histórico [de quem compra armas] é muito importante, mas você não tem como impedir algo assim, se a pessoa compra armas de outras pessoas nas ruas.”

A família de Akram disse estar “devastada” com sua morte, informou a emissora britânica Sky News. Seu irmão Gulbard disse em um comunicado que os membros da família passaram horas “em contato com Faisal” durante o sequestro, e que, embora ele estivesse “sofrendo de problemas de saúde mental, estávamos confiantes de que não machucaria os reféns”.

A família disse que “não tolera nenhuma de suas ações e gostaria de pedir desculpas sinceras a todas as vítimas envolvidas no infeliz incidente”, segundo Sky.

Repórteres em frente à sinagoga disseram que ouviram o som de tiros e de de explosões em frente ao edifício. As explosões possivelmente foram de dispositivos de atordoamento disparados pela equipe de policiais.

Equipes da Swat do Departamento de Polícia de Colleyville foram à sinagoga depois que as chamadas de emergência começaram por volta das 10h41 durante o culto de sábado, que estava sendo transmitido online. Negociadores do FBI logo iniciaram negociações com o homem, que disse que queria falar com uma mulher detida em uma prisão federal.

O homem, de sotaque inglês, foi ouvido tendo uma conversa telefônica durante uma transmissão ao vivo do serviço no Facebook. O homem foi ouvido reclamando e falando sobre religião e sua irmã. Ele repetia que não queria ver ninguém ferido.

O sequestrador afirmou ser irmão da neurocientista paquistanesa Aafia Siddiqui, que está cumprindo uma pena de 86 anos de prisão nos EUA após ser condenada em 2010 por atirar em soldados e agentes do FBI. Ele exigiu que ela fosse libertada, disse um porta-voz da polícia à ABC News.

Siddiqui está detida em uma prisão federal na área de Fort Worth. Um advogado que representa Siddiqui, Marwa Elbially, disse à CNN em comunicado que o homem não era irmão de Siddiqui, e que a família de Siddiqui condenou suas ações “hediondas”.

Embora a situação dos reféns no Texas pareça ter sido um incidente isolado, as sinagogas em Nova York e em outros lugares dos EUA aumentaram a sua segurança.

A ministra das Relações Exteriores britânica, Liz Truss, condenou as ações do sequestrador, as classificando como um ato de terrorismo e de antissemitismo.

“Meus pensamentos estão com a comunidade judaica e todos os afetados pelo ato terrível no Texas. Condenamos este ato de terrorismo e antissemitismo”, disse ela no Twitter. “Estamos com os EUA na defesa dos direitos e liberdades de nossos cidadãos contra aqueles que espalham ódio”.

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