Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020

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Armando Burd Só falta abrir o placar eletrônico do plenário

O BNDES pagou 48 milhões de reais por auditoria que conclui não haver problemas. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Dos sete projetos de reforma das carreiras e da previdência dos funcionários públicos estaduais, que o Executivo entregou ontem à Assembleia Legislativa para análise em convocação extraordinária, apenas um corre o risco de rejeição. A bancada do MDB decidiu votar contra o texto que trata da previdência dos servidores militares e tenta arrastar outros partidos.

Tem muito pela frente

Superada a pauta na próxima semana, que vai injetar dinheiro no caixa, o governo do Estado precisará retomar os problemas da população. Durante as últimas semanas, parou tudo para enfrentar as questões do funcionalismo público.

Recuo

Com o conjunto de projetos, o governo pretendia economizar 25 bilhões e 400 milhões de reais nos próximos dez anos. A pressão de bancadas fez com que reduzisse a estimativa para 18 bilhões e 700 milhões no mesmo período.

Não adianta voar

Candidatos à maioria das prefeituras precisam considerar que serão gerentes de crises. Deverão deixar sonhos, devaneios, quimeras, fantasias e castelos no ar para a hora do sono. O travesseiro aceita tudo.

É assim

A única certeza dos prefeitos eleitos é que terão contas a pagar, enfrentando o descompasso entre o dinheiro disponível e as carências do caixa. Em meio a isso, costumam estourar bombas de efeito retardado, deixadas pelos antecessores. Junto vêm as cobranças dos eleitores.

Rotina de quem assume o poder

Aumentar o IPTU costuma ser uma saída para os prefeitos, mas o risco de desgaste é grande. Durante a campanha e na ânsia de garantir votos, declaram que não modificarão nenhuma cobrança da população. Logo depois, começa o período em que batem em portas, muitas vezes fechadas, para conseguir empréstimos. Isso faz crescer a dívida e o pagamento de juros.

Reconhecimento

O desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, receberá, a 10 de fevereiro, o Título de Cidadão Honorário do Estado do Paraná.

Vai lotar

O evento em homenagem aos 90 anos de Pedro Simon a 1º de fevereiro, em Capão da Canoa, será dividido em quatro blocos. Em cada um e durante 25 minutos, lideranças do MDB farão perguntas para respostas de Simon. No final, haverá o pronunciamento do homenageado.

Outro caminho

Sábado, o PFL, atual DEM, completará 35 anos. Fundado em 25 de janeiro de 1985, a partir de dissidência no Partido Democrático Social, tornou-se o pino de segurança na transição entre o período militar e o regime democrático. A divergência se deu por rejeitar a candidatura de Paulo Maluf à Presidência da República, passando a apoiar Tancredo Neves. Em 1998, elegeu 106 deputados federais. Foi um dos registros notáveis da história do PFL.

Já se perdeu na conta

São tantos os imóveis desocupados, invadidos e mal alugados que o governo do Rio Grande do Sul está em condições de abrir um banco imobiliário.

De cair os butiás do bolso

Quando a versão é mais forte que os fatos, as suspeitas ficam reforçadas. Foi o que levou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a contratar uma auditoria para analisar os negócios feitos com as empresas do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, e mais duas empresas. Não encontraram irregularidades.

O resumo do relatório da investigação tem oito páginas. Agora, o custo estarrecedor da auditoria: 48 milhões de reais. Sobre os contratos de financiamentos com países caloteiros, feitos durante governos do PT, nenhuma linha.

Vem de longe

Jornais noticiaram em janeiro de 1988: “Levantamentos do Ibama e da Comissão Externa da Câmara do Deputados comprovam que a devastação da Floresta Amazônica pela madeireiras asiáticas avança rapidamente sobre as áreas onde se concentram as árvores mais nobres. Empresas asiáticas já são proprietárias de 81 por cento das terras com espécies nobres de madeiras, no Sudeste e no Sul do Estado do Amazonas.”

Em 32 anos, não houve capacidade para estancar a sangria.

Privilégio do calote

Muitos gostariam de ter o privilégio de governos: gastar sem controle e não pagar as dívidas.

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