Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de abril de 2021
A polícia do Rio de Janeiro usou um programa de computador para investigar aparelhos de celular e conseguir provas contra o vereador Dr. Jairinho e a professora Monique Medeiros, que foram presos nesta quinta-feira (8) por tentarem atrapalhar a apuração da morte do filho dela, Henry Borel, de 4 anos.
O delegado Henrique Damasceno, responsável pela investigação da morte do menino Henry Borel, afirmou nesta quinta-feira (8) ter certeza de que o vereador Dr. Jairinho foi o autor das agressões que mataram o menino e de que a mãe dele, Monique Medeiros, foi conivente.
No aparelho da mãe foi recuperada uma série de “prints” (fotografias da tela) que mostravam uma conversa dela com a babá da criança, onde a funcionária dizia que o menino relatou ter sido agredido por Jairinho.
O programa Cellebrite Premium é vendido por uma empresa israelense para uso de autoridades policiais e, de acordo com a companhia, tem capacidade técnica para desbloquear diversos celulares. A companhia já ofereceu produtos para a Polícia Federal em investigações da Operação Lava Jato.
Segundo o chefe da Polícia Civil do Rio, ele foi comprado para a investigação do caso Henry Borel e “foi fundamental” para a conclusão de que Jairinho, padastro de Henry, o agredia. Tanto o vereador quanto a mãe do menino negam envolvimento na morte dele.
Os detalhes do funcionamento do serviço da Cellebrite são um segredo comercial. Normalmente, são utilizados um conjunto de tecnologias, com software e hardware, para desbloquear o telefone ou, pelo menos, extrair qualquer informação possível do aparelho, inclusive dados apagados.
As fabricantes de celulares não criam nenhum mecanismo para que policiais possam desbloquear aparelhos. Caso esses mecanismos fossem criados, todos os consumidores estariam em risco caso o “segredo” do desbloqueio parasse em mãos erradas. As informações são do portal de notícias G1.
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