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Política Supremo tem maioria para derrubar lei que proíbe uso de linguagem neutra

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Ministro Edson Fachin defendeu a tese de que a norma estadual não pode definir diretrizes educacionais, por essa se tratar de competência privativa da União

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Ministro Edson Fachin defendeu a tese de que a norma estadual não pode definir diretrizes educacionais, por essa se tratar de competência privativa da União. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (10) pela derrubada de lei estadual de Rondônia que proíbe uso de linguagem neutra na grade curricular, no material didático de escolas públicas e privadas e em editais de concursos públicos.

A maioria dos ministros da Corte acompanhou o relator, ministro Edson Fachin. No voto, Fachin defendeu a tese de que a norma estadual não pode definir diretrizes educacionais, por essa se tratar de competência privativa da União. “Fixação de tese: norma estadual que, a pretexto de proteger os estudantes, proíbe modalidade de uso da língua portuguesa viola a competência legislativa da União”, afirmou Fachin.

Em novembro de 2021, Fachin suspendeu a lei e enviou o caso para julgamento dos demais ministros. Na ocasião, o relator argumentou que o uso da linguagem neutra, ou inclusiva, representa o combate aos preconceitos linguísticos. Para o ministro, proibir a utilização confronta a liberdade de expressão garantida pela Constituição, tratando-se de censura prévia, que é proibida no país.

“Proibir que a pessoa possa se expressar livremente atinge sua dignidade e, portanto, deve ser coibido pelo Estado”, disse. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) também se manifestaram pela inconstitucionalidade da lei estadual.

Plenário virtual

A ação foi proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee). O julgamento, iniciado no último dia 3 de fevereiro, é realizado em plenário virtual, quando os ministros não fazem explanação, apenas informam o voto, e deve ser encerrado até as 23h59 de hoje.

Até o momento, votaram acompanhando o relator os ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.

Voto com ressalva

O ministro Nunes Marques apresentou voto com ressalvas. Ele reconheceu, acompanhando o relator, que a norma estadual é inconstitucional por ter invadido atividade de responsabilidade da União.

Nunes Marques alega que a língua é um sistema vivo e que as transformações não devem ser ditadas por normas, regras ou acordos. “Entendo, sempre com o mais elevado respeito a entendimento diverso, que qualquer tentativa de se impor mudanças ao idioma por meio de lei, como se a língua pudesse ser moldada por um decreto, será ineficaz”, disse.

“Pelas razões expostas é que acompanho o eminente relator quanto à inconstitucionalidade sob o aspecto formal. Contudo, com as mais respeitosas vênias à Sua. Excelência, divirjo da tese proposta e proponho a seguinte redação da tese de julgamento: “norma estadual que imponha ou proíba modalidade de uso da língua portuguesa, diversa da norma padrão estabelecida, viola a competência legislativa”, acrescentou.

Linguagem neutra

A linguagem neutra, ou linguagem não binária, propõe o uso de artigos neutros “e”, “x” ou “@”, em substituição aos artigos feminino e masculino “a” e “o”.

Na linguagem, as palavras “todas” ou “todos” são grafadas, por exemplo, como “todes”, para evitar a utilização dos marcadores de gênero. O pronome “elu” também pode ser usado para se referir a pessoas sem considerar o gênero com o qual se identificam.

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Glaucio Dos Santos Brum
11 de fevereiro de 2023 11:18

Uma coisa é ensinar o português correto, livre de ideologias políticas e tendenciosas. Outra, é a liberdade de cada um se expressar como quiser. Aqueles que desejam falar e escrever corretamente possuem o mesmo direito daqueles que acreditam que falar e escrever errado é bonito. Na minha opinião, o português correto é o que deve ser ensinado. O modismo deve ficar fora da escola.

Fernando Krause
11 de fevereiro de 2023 11:23

Quem sabe podemos chamar de “ministrEs” ou “ministrXs” de agora em diante, afinal, não sabemos o gênero deles…

Cezar Roldão Schuaste
11 de fevereiro de 2023 12:18

O que pode mudar para o bem das pessoas, além de alegrar só os imbecís que fizeram o STF se diminuir ( ainda mais) na alçada que não lhes petence.A mim não muda nada, pode ser todes ou todos grandes bostas….

Fernando Garrido
11 de fevereiro de 2023 13:18

Vão a merdE…..

Paulo Jesus Corrêa
11 de fevereiro de 2023 17:46

Não conseguem aprender e interpretar o português correto, acham que com linguagem neutra vão evoluir para algo melhor, ledo engano. Assim caminha a humanidade, se puder piorar melhor!

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