Terça-feira, 13 de Abril de 2021

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Política Supremo decide nesta semana se retira sigilo de reunião ministerial

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Celso de Mello deve assistir à íntegra da gravação nesta noite.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Segundo Mello, depoimento por escrito só é garantido a chefe de poder que seja testemunha ou vítima em processo, não investigado. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), informou nesta segunda-feira (18) que deve decidir sair até o fim desta semana sobre a retirada do sigilo da gravação audiovisual de reunião no Palácio do Planalto, realizada no dia 22 de abril.

O ministro, que é relator da investigação sobre a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na PF (Polícia Federal), recebeu um HD externo da própria PF com as imagens da reunião e deve assistir à íntegra nesta noite. A reunião foi citada pelo ex-ministro Sérgio Moro durante depoimento no início do mês. Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da Polícia Federal.

“Recebi a equipe da Polícia Federal, chefiada pela Dra. Christiane Correa Machado, em meu gabinete, na data de hoje, que me atualizou sobre o andamento das investigações criminais e entregou-me um pen drive contendo vídeo e áudio da reunião ministerial de 22/4/2020. Após esse encontro, comecei, agora, a assistir ao vídeo, devendo liberar minha decisão até esta próxima 6a. feira, dia 22/05, talvez antes!”, diz nota divulgada pelo gabinete do ministro.

Na semana passada, o procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu no STF a divulgação das falas do presidente Jair Bolsonaro que estiverem relacionadas com a investigação. No parecer, Aras afirma que a divulgação na íntegra da reunião ministerial contraria às regras e os princípios constitucionais de investigação.

A AGU (Advocacia-Geral da União) defendeu a divulgação de todas as falas do presidente, exceto falas de outras autoridades que estavam presentes sobre “nações amigas” e comentários “potencialmente sensíveis” do ministro das Relações Exteriores e da Autoridade Monetária (Banco Central).

A defesa de Moro também enviou sua manifestação e defendeu a divulgação da reunião na íntegra.

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