Domingo, 19 de julho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Tarifaço tende a desgastar Flávio no curto prazo, dizem especialistas

Compartilhe esta notícia:

Maioria atribui taxa a senador, diz Genial/Quaest realizada antes do anúncio.(Foto: Reprodução/X-Flávio Bolsonaro)

Os desdobramentos políticos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros tendem, num primeiro momento, a desgastar mais o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa pela Presidência da República, na avaliação de especialistas. O governo, no entanto, também pode sofrer efeito na popularidade, principalmente se a medida afetar negativamente a economia.

Os primeiros levantamentos sobre a medida indicam um cenário negativo para o pré-candidato do PL. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quinta-feira (16) aponta que a maioria dos eleitores atribui a imposição da sobretaxa a Flávio.

Segundo o Instituto, 51% dos entrevistados concordam quando Lula afirma que Flávio pediu o tarifaço a Trump, ante 47% na pesquisa realizada em junho. Por outro lado, 30% afirmam acreditar quando Flávio diz que pediu para Trump não taxar o Brasil, eram 35% em junho. Outros 19% disseram não saber ou não responderam, ante 18% em junho.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho. Portanto, antes da confirmação do tarifaço, ocorrida na quarta-feira. A sondagem tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026. O instituto realizou 2004 entrevistas e foi contratado pelo Banco Genial.

A Quaest perguntou ainda em quem o tarifaço “aumenta a vontade de votar”: 42% disseram em Lula, ante 39% na pesquisa anterior, realizada em junho, e 27% disseram em Flávio, eram 30% em junho; 23% disseram outros, mesmo percentual da pesquisa anterior e 8% não sabem ou não responderam, também a mesma variação da pesquisa anterior.

Apesar do quadro negativo para o pré-candidato do PL, o impacto pode ser menor do que o observado no ano passado, avalia o CEO da Quaest, Felipe Nunes. Em 2025, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defendeu abertamente a taxação como forma de pressionar contra o julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).

“A história recente do tarifaço sugere que a imposição americana tende a gerar mais ruído que ganho político para o candidato do PL. Talvez o desgaste agora seja menor, porque a relação de Flávio com esse tarifaço seja menos evidente do que a anterior, quando o seu irmão auto declarou relação com o tema. Mas não deixa de ser relevante do ponto de vista eleitoral”, observa.

Um levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados aponta forte presença nas redes sociais de expressões que atribuem a medida a Flávio. Segundo o instituto, o tema gerou mais de 1 milhão de interações no X, Instagram e Facebook entre as 9h de quarta-feira (15) e as 9h de quinta-feira (16).

No X, a expressão “TARIFLÁVIO TAXOU VOCÊ” figurou entre os assuntos mais comentados da plataforma, enquanto a análise da Nexus identificou como termos de maior destaque “Defenda o Brasil”, “Bolsonaros inimigos do povo”, “família Bolsonaro”, “Comercial”, “Governo Brasileiro”, “Urgente” e “Seção 301”.

Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os efeitos eleitorais do tarifaço dependerão principalmente do comportamento da parcela do eleitorado que ainda não está alinhada a nenhum dos polos da disputa. Segundo ele, lulistas e bolsonaristas tendem a manter suas posições, reproduzindo as narrativas de seus respectivos candidatos.

Nesse cenário, Tokarski avalia que o discurso de defesa da soberania nacional pode favorecer inicialmente o governo. “Eu acredito que a tendência é que isso possa ter um desgaste um pouco maior para o Flávio do que para o Lula”, afirma.

Assim como Nunes, Tokarski pondera que a ausência de uma defesa explícita do tarifaço como a feita por Eduardo configura um quadro diferente do ano passado, com possível impacto menor.

Na avaliação do fundador do instituto Ideia, Maurício Moura, a medida deve provocar um desgaste inicial para Flávio, por causa da associação com o presidente americano Donald Trump, mas, posteriormente, para Lula, em razão dos impactos econômicos que podem recair como “culpa” sobre seu governo.

Para o cientista político, a decisão da Casa Branca contraria a expectativa política de que essa relação entre o senador e Trump poderia trazer benefícios ao Brasil.

Ao mesmo tempo, ele ressalta que tarifas sobre exportações tendem a afetar empresas, emprego e atividade econômica. Se esses impactos se confirmarem, o governo federal também deverá enfrentar desgaste político, pois “qualquer coisa que bate na economia obviamente não tem uma externalidade positiva para a avaliação do governo”, diz Moura.

“Do ponto de vista econômico e eleitoral, ninguém vai se beneficiar com isso”, completa. (Com informações do Valor Econômico)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Alexandre de Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro, mas aumenta restrições a visitas
“Mais uma decisão ilegal, desproporcional, covarde e cruel”, diz Flávio após Alexandre de Moraes impedir visitas a Jair Bolsonaro por 30 dias
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x