Quarta-feira, 01 de Abril de 2020

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Capa – Caderno 1 The Intercept divulga mensagens de procuradores criticando Moro

Em rede social, ministro ressalta que só serão perdoados policiais condenados por crimes não intencionais. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

De acordo com o portal, os procuradores estariam temendo pela perda de credibilidade da Operação Lava Jato com a ida de Moro para Ministro da Justiça e Segurança do governo de Jair Bolsonaro (PSL). As conversas teriam ocorrido em grupos com representantes da Lava Jato e outros integrantes do MPF.

Os envolvidos na conversa revelaram críticas duras à agenda política e pessoal do ministro, além de acusarem de desrespeitar os limites da magistratura para conseguir alcançar suas metas.

“Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados”, comentou a procurado Monique Cheker. Na época Moro tinha acabado de aceitar o convite de Bolsonoro para o ministério.

Os procuradores falaram com um tom crítico sobre a proximidade de Moro com Bolsonaro. Os procuradores afirmaram que esta atitude poderia dar forças para as alegações de que a Lava Jato estaria acontecendo por conta de motivações políticas.

Ainda segundo o The Intercept Brasil, os integrantes do grupo criticaram a esposa de Moro, Rosângela Moro, ter comemorado nas redes sociais a vitória de Jair Bolsonaro para a presidência da República.

“Esposa de Moro comemorando a vitória de Bolso nas redes”, disse o procurador Alan Mansur. “Erro crasso”, respondeu José Robalinho Cavalcanti, ex-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.

Preocupação de Deltan Dallagnol

Conforme o The Intercept Brasil, as conversas também provam que Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, demonstrou preocupação com a aceitação de Sérgio Moro ao cargo do Ministério da Justiça e Segurança do governo Bolsonaro.

“Temos uma preocupação sobre alegações de parcialidade que virão. Não acredito que tenham fundamento, mas tenho medo do corpo que isso possa tomar na opinião pública”.

Posicionamento do MPF

A Lava Jato respondeu as revelações afirmando que as conversas podem não ser autênticas.

“O trecho do material enviado à Força-Tarefa não permite constatar o contexto e a veracidade do conteúdo. Autoridades públicas foram alvo de ataque hacker criminoso, o que torna impossível aferir se houve edições no material alegadamente obtido. A Lava Jato é sustentada com base em provas robustas e em denúncias consistentes, analisadas e validadas por diferentes instâncias do Judiciário. Os integrantes da Força-Tarefa pautam suas ações pessoais e profissionais pela ética e pela legalidade”, diz a resposta do MPF.

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