Terça-feira, 26 de Maio de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
17°
Fair

Política Twitter, Facebook e Instagram apagam post de Bolsonaro

Compartilhe esta notícia:

Bolsonaro postou vídeos da passagem pelo comércio local.

Foto: Reprodução/Twitter/Arquivo
Bolsonaro postou vídeos da passagem pelo comércio local. (Foto: Reprodução/Twitter/Arquivo)

Após o Twitter apagar publicação do presidente Jair Bolsonaro de suas plataformas, o Facebook também decidiu o mesmo, nesta segunda-feira (30), por entender que ela cria “desinformação” que pode “causar danos reais às pessoas”.

Bolsonaro havia postado vídeos de sua passagem pelo comércio do Distrito Federal neste domingo (29), criando aglomeração e contrariando seu próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que recomendou que as pessoas ficassem em casa como medida de enfrentamento ao novo coronavírus.

Em Taguatinga, Bolsonaro conversa com trabalhadores informais, escuta críticas à quarentena, concorda com a cabeça, e diz que o medicamento hidroxicloroquina – combinado de cloroquina e azitromicina, que está em fase de testes e não há comprovação de sua eficácia contra o novo coronavírus – está dando certo.

O vídeo também foi apagado do Instagram, rede social que pertence ao Facebook. “Removemos conteúdo no Facebook e Instagram que viole nossos Padrões da Comunidade, que não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas”, diz a empresa em nota.

As duas postagens feitas por Jair Bolsonaro e apagadas do Twitter foram consideradas como postagens que violavam as regras de uso ao potencialmente colocar as pessoas em maior risco de transmitir o novo coronavírus.

Foi a primeira vez que postagens do presidente do Brasil foram apagadas pelo Twitter, que também apagou um post do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por indicar uma receita caseira de uma bebida que “poderia ser útil para curar a doença”.

Depois de apagar a postagem, o Twitter disse em nota que havia anunciado recentemente em todo mundo “a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir Covid-19”.

Twitter, Facebook e outras empresas de tecnologia, como Google e Microsoft, assinaram uma declaração conjunta em que se comprometeram a combater fraudes e desinformações sobre o novo coronavírus, enrijecendo seus filtros sobre publicações a respeito dos temas em suas plataformas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

O Terminal Triângulo, hospitais e postos de saúde recebem pulverização em Porto Alegre
Marchezan entrega relatório e balanço das finanças à Câmara
Deixe seu comentário
Pode te interessar