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Geral Ucrânia está no topo da agenda em reunião de líderes empresariais em Davos

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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky discursa na abertura do Fórum de Davos em um telão. (Foto: Reprodução)

A Rússia normalmente teria sua própria “casa” no Fórum Econômico Mundial como uma vitrine para os líderes empresariais e investidores. Este ano, o espaço na rua principal em Davos foi transformado por artistas ucranianos em uma “Casa Russa de Crimes de Guerra”, retratando imagens de sofrimento e devastação. A Rússia nega alegações de crimes de guerra no conflito.

A Ucrânia está no topo da agenda da reunião de quatro dias de líderes empresariais globais. “Esta é a plataforma econômica mais influente do mundo, onde a Ucrânia tem algo a dizer”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em seu discurso diário em vídeo no domingo à noite.

Conforme a reunião emerge de um hiato de mais de dois anos devido à pandemia, o adiamento de janeiro para maio significa que os participantes estão rodeados de flores primaveris e encostas verdejantes, em vez andarem por ruas congeladas.

Mas não só o clima é diferente em 2022, com políticos, executivos e acadêmicos russos totalmente ausentes.

Instituições russas, como seu fundo soberano de riqueza, bancos estatais e empresas privadas, deram em anos anteriores algumas das festas mais brilhantes, servindo caviar, champanhe e foie gras.

Além da crise da Ucrânia, a recuperação pós-pandemia, o enfrentamento da mudança climática, o futuro do trabalho, a aceleração do capitalismo e o aproveitamento de novas tecnologias estão entre os tópicos agendados para discussão em Davos.

Mais influentes

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente de Rússia, Vladimir Putin, estão entre os líderes mais influentes do mundo segundo a revista Time, que divulgou nesta segunda-feira (23) a lista das 100 pessoas mais influentes de 2022.

Cada pessoa tem o perfil escrito por alguma personalidade importante. O perfil de Zelensky foi escrito por ninguém menos que Joe Biden, que também está na lista. Ele é descrito pelo presidente americano como “um homem que acredita profundamente no dever com seu povo e vive somente pela responsabilidade de liderar sua nação nesse momento difícil”. Biden ainda diz que as nações do mundo livre são inspiradas pelo exemplo de Zelensky.

Outro líder da Ucrânia também foi citado: o comandante das forças armadas ucranianas, Valery Zaluzhny. Seu perfil foi escrito por Mark Milley, chefe do Estado Maior do EUA, a maior autoridade militar do país.

Do outro lado da guerra, Vladimir Putin também entrou na lista. Ele foi descrito pelo seu principal opositor na Rússia, Alexei Navalny, que foi envenenado em 2020, teve que ir para Alemanha buscar tratamento, e está atualmente preso exatamente por ter saído do país.

O texto contém bastante ironia, dizendo, por exemplo, que Putin ensinou o mundo que uma eleição fraudada sempre leva a uma ditadura e que ditadura leva a guerra. E que Putin estaria mostrando para o mundo o que fazer para anular 20 anos de ganhos econômicos de um país.

“Putin nos lembra o teste do pato: se parece um pato, nada como um pato, soa como um pato, então provavelmente é um pato”, escreveu Navalny, comparando depois as atitudes de Putin com a de um “louco capaz de massacres”.

Ele termina dizendo que é preciso achar uma forma de parar um “louco que tem um exército, armas nucleares e assento no conselho de segurança da ONU”. As informações são da agência de notícias Reuters e do portal de notícias G1.

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