Sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Por Redação O Sul | 11 de março de 2022
As forças russas que invadem a Ucrânia mataram mais civis ucranianos do que soldados, disse nesta sexta-feira (11) o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov. “Quero que isto seja ouvido não apenas em Kiev, mas em todo o mundo”, disse Reznikov.
O vice-prefeito da cidade ucraniana de Mariupol, Serhiy Orlov, informou que mais de 1,2 mil corpos foram retirados das ruas e começaram a ser enterrados em valas comuns.
Diversos trabalhadores locais cavaram uma vala de cerca de 25 metros de comprimento em um antigo cemitério do município e empurraram os corpos, que estavam envoltos em sacos plásticos, lençóis ou tapetes.
Posteriormente, a prefeitura da cidade de Mariupol, na Ucrânia, afirmou nesta sexta-feira (11) que por volta de 1,6 mil pessoas morreram desde o início da invasão russa.
No entanto, as pessoas enterradas nas valas não foram mortas somente em função da guerra, mas também por doenças ou causas naturais.
Os mortos são colocados nas valas sem muita cerimônia, principalmente por ser muito perigoso para os trabalhadores. Alguns mísseis russos já atingiram o cemitério nesta semana e interromperam os enterros.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, relatou nesta sexta-feira (11) alguns “progressos” nas negociações com a Ucrânia, mas sem descrever quais os progressos.
Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que a Ucrânia atingiu um ponto de virada estratégico em sua guerra contra a Rússia, mas alertou que não é possível dizer por quanto tempo os combates vão durar.
“É impossível dizer quanto dias ainda temos para libertar a terra ucraniana. Mas podemos dizer que faremos isso. Já atingimos um ponto de virada estratégico”, disse ele em pronunciamento pela TV, no qual também fez um apelo à comunidade internacional para que aumente a pressão sobre a Rússia com sanções. As informações são das agências de notícias Reuters e Ansa.