Quarta-feira, 08 de Julho de 2020

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Geral Um pastor e músico norte-americano que chamou o coronavírus de “histeria coletiva” morre da doença

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Pastor e músico Landon Spradlin, uma das primeiras vítimas do coronavírus nos EUA. (Foto: Reprodução/Facebook)

Um pastor e músico norte-americano que chamou o novo coronavírus de “histeria coletiva” foi uma das vítimas da Covid-19 nos Estados Unidos. Segundo a ABC, ele morreu devido a complicações da doença na quarta-feira (25), na Carolina do Norte.

Landon Spradlin, de 66 anos, da Virgínia, acreditava que a covid-19 não era tão perigosa quanto está sendo noticiada pela mídia e que os veículos usavam a doença para atacar o presidente Donald Trump.

No caminho de volta para casa, no dia 17, após uma missão ao lado da mulher, Jean, Landon passou mal e foi levado para o hospital Atrium Cabarrus, em Concord, onde foi diagnosticado com pneumonia nos dois pulmões. Ele foi submetido a exames, que deram positivo para o coronavírus. As condições de Landon pioraram: no dia seguinte ele foi sedado, colocado em um respirador e durante a internação teve de ser submetido à hemodiálise.

Landon chegou a compartilhar uma publicação enganosa com dados fora de contexto em sua rede social. A imagem foi censurada pelo Facebook por conter “informação parcialmente falsa”.

Na imagem, o seguinte texto é apresentado: “Presidente: Donald Trump. Covid-19/coronavírus. Casos nos EUA: 1329 Mortes nos EUA: 38. Nível de pânico: histeria em massa.” E, em seguida, vem uma comparação com o governo de Barack Obama. “Presidente: Obama. Vírus H1N1. Casos nos EUA: 60,8 milhões Mortes nos EUA: 12469. Nível de pânico: Totalmente frio.”

Por fim, a publicação questiona: “Todos vocês veem como a mídia pode manipular suas vidas?”

Bolsonaro

No último dia 17, o presidente Jair Bolsonaro criticou “alguns governadores” e voltou a chamar a crise causada pelo avanço do novo coronavírus de “histeria”. As declarações foram feitas em entrevista à Super Rádio Tupi, do Rio. Desde o dia 9 de março, quando falou pela primeira vez sobre a doença, Bolsonaro já chamou a propagação da covid-19 de “fantasia”, mas depois apareceu em uma live nas redes sociais usando máscara.

O que está errado é a histeria, como se fosse o fim do mundo”, disse Bolsonaro, que também acusou “grandes órgãos de imprensa” de não o deixarem em paz, em referência às críticas recebidas pelos cumprimentos que fez, no domingo (15) a manifestantes de um ato pró-governo no Palácio do Planalto.

O presidente criticou a ação de governadores que determinaram medidas de isolamento nos Estados e que, em sua opinião, vão prejudicar a retomada econômica do País e deixar muitos trabalhadores informais desassistidos.

A economia estava indo bem, fizemos algumas reformas, os números bem demonstravam: a taxa de juros lá embaixo, a questão do Risco Brasil também, então estava indo bem. Esse vírus trouxe uma certa histeria e alguns governadores, no meu entender, eu posso até estar errado, estão tomando medidas que vão prejudicar e muito a nossa economia”, afirmou Bolsonaro. As informações são do portal de notícias UOL e do jornal O Estado de S. Paulo.

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