Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Uma técnica criada pelo médico brasileiro Adib Jatene salvou a vida de um bebê em Jerusalém, em uma rara cooperação entre árabes e judeus

Compartilhe esta notícia:

O notável cirurgião brasileiro Adib Jatene. (Foto: Reprodução)

Adib Jatene, o notável cirurgião brasileiro, quatro anos depois de sua morte em 2014, salvou a vida de um bebê de mãe filipina, nascido na parte oriental (majoritariamente árabe) de Jerusalém, em operação conduzida por cirurgiões judeus de um hospital da parte ocidental (quase exclusivamente judaica). As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Jatene, óbvio, não praticou a cirurgia, mas o relato do caso pelo site The Times of Israel destaca já no título que foi um procedimento brasileiro que evitou a morte de Francis Joseph, o bebê de Nina, 41 anos, trabalhadora estrangeira. Ele nasceu no hospital do Crescente Vermelho, a versão árabe da Cruz Vermelha.

Tinha transposição dos grandes vasos (TGV) – os vasos não são adequadamente conectados ao coração e, no caso específico, as aberturas para as câmaras do órgão estavam também malformadas e impediam que o sangue fosse bombeado corretamente.

Como se a situação já não fosse crítica, o hospital do Crescente Vermelho em que o bebê nascera não tinha equipamentos e expertise necessária para executar o “Procedimento Jatene”. Já ao nascer, Francis Joseph apresentava problemas de respiração, pulso fraco e a pele azulada pela carência de oxigênio.

Foi então acionado Julius Golender, especialista em cardiologia pediátrica. Golender relatou o caso a seus colegas do Hadassah, o hospital de excelência em Jerusalém, Juma Natshe e Sagi Gravi.

O primeiro passo foi uma cateterização cardíaca, para permitir que sangue rico em oxigênio flua dos pulmões para o resto do corpo. Só depois é que puderam transferir o bebê de Jerusalém oriental para o Hadassah, para poder fazer a cirurgia de correção da TGV.

Lá, a equipe médica desconectou as artérias e veias e depois as reconectaram com a configuração adequada. Jatene executou com sucesso a primeira operação do tipo em 1975. Dessa vez o responsável pelo procedimento foi Eldad Erez, cirurgião cardiotorácico.

A bem-sucedida cirurgia durou pouco mais de cinco horas. Depois dela, o cirurgião deixou aberto o peito do bebê para permitir espaço para um eventual inchaço e para facilitar o acesso em caso de uma intervenção adicional (o procedimento é padrão na técnica inventada por Jatene).

No dia 16 de fevereiro, dois dias depois do nascimento, o peito de Francis Joseph pôde ser devidamente costurado. Poucas semanas depois, o bebê deixou o hospital, ao qual retornou apenas neste mês de maio, para um checkup.

Seus médicos disseram ao The Times of Israel que o bebê “está em boas condições, ativo e sorridente”. A mãe preferiu dizer que foi um milagre.

De certa forma foi mesmo: um médico brasileiro de origem árabe inventa uma técnica que, quatro anos após sua morte, salva um bebê de mãe filipina, residente na parte árabe de Jerusalém, após ser operado em dois hospitais, um árabe e outro judeu – inusual caso de colaboração entre tribos que amam odiar-se.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Amigo de Michel Temer e ex-ministro dos Portos, Edinho Araújo escapou de ser preso temporariamente pela Polícia Federal
Ronaldinho Gaúcho não diz se para e revela ter ofertas de times de Estados Unidos, China, Brasil e Europa
Pode te interessar