Terça-feira, 22 de Setembro de 2020

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Bem-Estar Vacina chinesa contra o coronavírus começa a ser aplicada em profissionais da saúde em Porto Alegre

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O estudo com a CoronaVac ocorre no Hospital São Lucas da PUCRS

Foto: Bruno Todeschini/PUCRS
O estudo com a CoronaVac ocorre no Hospital São Lucas da PUCRS. (Foto: Bruno Todeschini/PUCRS)

O Hospital São Lucas da PUCRS, em Porto Alegre, começou, neste sábado (08), a aplicação da vacina da empresa chinesa Sinovac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan.

Neste primeiro momento, dez profissionais da saúde que estão atuando no combate à Covid-19 receberam as primeiras doses do imunizante contra o coronavírus, chamado de CoronaVac.

Um grupo de cerca de 20 profissionais do hospital, formado por farmacêuticos, enfermeiros, biólogos e médicos infectologistas, é o responsável por conduzir, com suporte operacional e administrativo, o estudo no Centro de Pesquisa Clínica.

Ao longo dos próximos dois meses, eles receberão os voluntários selecionados de diversas instituições hospitalares da Região Metropolitana para um processo que envolve entrevista técnica, checagem de requisitos, orientações gerais e, por fim, a aplicação da vacina, que será feita duas vezes em 14 dias. O acompanhamento dos 852 voluntários escolhidos, no entanto, se estenderá até o fim de 2021.

“Acompanhamos o progresso da vacina desde o início da pandemia e temos a confiança de que é um estudo capaz de responder positivamente à expectativa da sociedade. Esperamos que, comprovando a eficácia da vacina, até o início do ano que vem a população já possa ser imunizada”, disse o líder do estudo e chefe do Serviço de Infectologia do São Lucas, Dr. Fabiano Ramos.

Os profissionais da saúde têm a preferência na participação dos testes da vacina. O médico da UTI do Hospital São Lucas, Luciano Marini, foi o primeiro a receber a aplicação da CoronaVac.

“Como médico intensivista, tenho passado pelo momento mais desafiador da minha vida profissional. Além dos pacientes estarem muito graves, em situação crítica, há toda questão técnica envolvida, com grande complexidade e também os aspectos emocionais, uma vez que os familiares não podem visitar os pacientes. A perspectiva de uma vacina que agora estamos testando traz a esperança que em breve possamos retornar com segurança ao ‘novo normal’ na nossa sociedade”, declarou.

O primeiro dia de vacinação contou ainda com profissionais dos Hospitais Vila Nova, Ernesto Dornelles, Conceição e Clínicas.

Porto Alegre é uma das nove cidades brasileiras a receber os testes da vacina chinesa. Atualmente em sua terceira etapa de testes, a vacina está no estágio em que é aplicada em larga escala, o que poderá comprovar em definitivo a sua eficácia e duração da proteção.

Das 9 mil pessoas que participarão da testagem no Brasil, metade receberá a vacina, ao passo que a outra metade, placebo, isto é, uma substância sem efeito algum. Por ser um estudo “duplo cego”, somente os farmacêuticos que recebem e acondicionam os imunizantes conseguem saber o que cada seringa contém. Porém, eles não acompanham o momento de aplicação, conduzido pelos pesquisadores junto aos voluntários, que desconhecem o conteúdo das doses em questão. A estratégia permite a análise e comparação dos resultados pelos dois grupos, validando ou não o efeito da substância.

Na prática, o que se espera é que o sistema imunológico dos testados desenvolva anticorpos para o vírus inativado da Covid-19 que está presente na vacina, tornando a pessoa em questão imune ao efeito do vírus ativo caso ele tenha contato com o organismo posteriormente.

(Foto: Bruno Todeschini/PUCRS)

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