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Economia Veja 10 fatores que explicam o crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil em 2017

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Os investimentos encolheram 1,8% em 2017, mas a expansão no 2º semestre aponta uma tendência de recuperação após 4 anos seguidos de retração. (Foto: Reprodução)

A economia voltou a crescer em 2017, após 2 anos seguidos de queda na atividade. O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) foi de 1,0% no ano, de acordo com dados divulgados pelo o IBGE.

Ainda que a alta seja modesta diante do tamanho do tombo da economia nos últimos dois anos, o PIB de 2017 ficou acima do que se esperava no começo do ano. Na primeira pesquisa “Focus” de 2017, a média das projeções de cerca de 100 analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central apontava para um crescimento de 0,5%.

Veja abaixo 10 fatores que explicam o crescimento da economia em 2017:

Supersafra

Boa parte do crescimento da economia em 2017 veio do campo, já que o PIB da agropecuária cresceu 13% em 2017. Sozinho, o setor respondeu por cerca de 0,7% do crescimento da economia no ano passado, segundo cálculos da economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro/Ibre, da FGV. Favorecida pelo clima, a safra agrícola cresceu 29,5% na comparação com 2016, para o recorde de 240,6 milhões de toneladas, segundo a última estimativa divulgada pelo IBGE.

Queda da inflação

Com a meteorologia a favor e safra recorde, os alimentos ficaram 1,87% mais baratos em média no ano, segundo o IBGE. O preço do feijão carioca, por exemplo, caiu 46%, o do açúcar, 22,32%, e o do arroz, 10,86%. Se os itens relacionados a alimentação no domicílio fossem retirados do cálculo do IPCA, a variação acumulada em 12 meses teria ficado em 4,4%.

Queda dos juros

Com a inflação em desaceleração, o Banco Central foi reduzindo a taxa de juros básicos da economia para mínimas históricas. Em fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou o 11º corte consecutivo na Selic, que caiu para 6,75% ao ano.

Saques das contas do FGTS

Para ajudar a reaquecer a economia, o governo federal anunciou, no ano passado, medidas como a liberação de saques das contas inativas do FGTS, e do PIS/Pasep para idosos. Somente os saques das contas do FGTS injetaram cerca de R$ 44 bilhões na economia em 2017, beneficiando 25,9 milhões de trabalhadores.

Aumento do consumo

O consumo das famílias cresceu 1,0% em 2017, após 2 anos seguidos de queda. O comércio varejista, por exemplo, cresceu 2%, impulsionado pelas vendas de móveis e eletrodomésticos, que voltaram a subir.

Aumento da massa de rendimentos

Apesar do número ainda elevado de desempregados, a população ocupada cresceu no ano passado. É verdade que a recuperação tem sido sustentada pelo aumento do trabalho precários. Mas o número de brasileiros com algum tipo de remuneração cresceu, e isso contribuiu para o aumento do consumo no país.

 Melhora da confiança
Com a melhora do consumo e dos principais indicadores econômicos, a confiança de empresários e consumidores voltou no ano passado para o patamar considerado de otimismo. A confiança da indústria terminou 2017 no melhor nível em quase 4 anos, segundo o termômetro da FGV.
Retomada dos investimentos

Os investimentos encolheram 1,8% em 2017, mas a expansão no 2º semestre aponta uma tendência de recuperação após 4 anos seguidos de retração.

Alta das commodities

Embora tenham peso relativamente pequeno no PIB, as exportações também foram destaque no ano. A balança comercial brasileira encerrou 2017 com superávit de US$ 67 bilhões, o melhor resultado em 29 anos.

Ambiente internacional

O PIB brasileiro também contou com uma ajudinha externa. Se 2017 começou com temores sobre os impactos da chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, o ano terminou com o mundo em ritmo maior de crescimento, juros ainda baixos e elevado apetite por ativos de risco em países emergentes como o Brasil.

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