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Política Veja como o Congresso reagiu à prisão de Braga Netto

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Natural de Quixeramobim, o cearense de 69 anos está em seu quinto mandato consecutivo como deputado federal e atua como líder do governo na Câmara. (Foto: Bruno Spada/Agência Câmara)

Políticos reagiram ao longo desse sábado (14) à prisão do general da reserva Walter Souza Braga Netto, em um desdobramento da investigação que apura uma tentativa de golpe de Estado no final de 2022. Ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL), Braga Netto foi preso pela Polícia Federal, em operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao justificar a medida, a Polícia Federal afirmou que Braga Netto estaria “atrapalhando a livre produção de provas” e que a prisão preventiva do ex-ministro tem o objetivo de evitar a “reiteração das ações ilícitas”. Além da tentativa de atrapalhar as investigações, o general é suspeito de envolvimento no planejamento da tentativa de golpe. Ele está na lista de pessoas que foram indiciadas pela PF, no âmbito dessa investigação, em novembro.

Em uma rede social, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) questionou — sem fazer menção direta ao nome de Braga Netto — a prisão do seu ex-ministro e ex-companheiro de chapa na disputa ao Planalto em 2022.

Bolsonaro, que também foi indiciado pela PF, colocou em dúvida o argumento utilizado pela PF para justificar a prisão do militar. “Como alguém, hoje, pode ser preso por obstruir investigações já concluídas?”, escreveu, adicionando que o inquérito da PF já teria sido encerrado depois do envio dos indiciamentos ao STF.

Parlamentares aliados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes da oposição também repercutiram a operação que prendeu Braga Netto.

Para aliados de Lula, a prisão do general mostrou a “solidez” das instituições e o avanço da democracia no País.

Já congressistas alinhados ao ex-presidente Bolsonaro classificaram a operação contra Braga Netto como um “atropelo”.

Instituições sólidas

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), avaliou a prisão de Braga Netto como uma demonstração da “solidez” das instituições brasileiras.

“A prisão de Braga Netto é uma demonstração da solidez das nossas instituições, diante das ameaças à democracia. A reconstrução do Brasil começou com a defesa do Estado democrático de direito”, publicou o deputado.

Na mesma linha, o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a prisão mostra que o Brasil avança como democracia.

“A prisão da decretação da prisão de quem quer que seja não é razão para celebração. Dito isto, o fato de que pela primeira vez na história do Brasil um general de quatro estrelas é preso por tentativa de golpe de estado é por si só um sinal de que avançamos como democracia constitucional”, afirmou Randolfe.

Também em rede social, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse que Braga Netto foi preso por tentar atrapalhar as investigações da Polícia Federal e participou do plano para matar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

“Com essa gente não pode haver impunidade. Punição para todos, a começar pelo chefe inelegível. Sem anistia”, publicou.

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) publicou mensagem em rede social na qual chamou de atropelo a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a operação deste sábado da Polícia Federal.

“Não existindo qualquer fato novo que justificasse a prisão cautelar, a pretensa obstrução à Justiça não só não se sustenta, como revela novo prejulgamento de um juiz parcial, coma finalidade de antecipar o cumprimento da pena”, escreveu.

Uma das principais aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro na Câmara, a deputada Bia Kicis (PL-SP) disse que a democracia brasileira sofreu um “golpe”, uma vez que, na opinião da parlamentar, “se impõe a censura, de quem se retiram as garantias do devido processo legal e até mesmo a liberdade de questionar o sistema”.

Companheira de Braga Netto na Esplanada dos Ministérios durante o governo Jair Bolsonaro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) chamou a prisão de “injusta” e disse se tratar de “cortina de fumaça”.

“O general preso hoje é um senhor de 67 anos de idade, que tem uma vida inteira de serviços prestados à Pátria. (…) Estamos diante de mais uma decisão do Poder Judiciário que nos causa tristeza e indignação”, publicou a parlamentar. AS informações são do portal de notícias G1.

 

 

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