Quarta-feira, 20 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de junho de 2025
A proposta considera o chamado "intervalo bíblico" como um momento de reflexão, leitura da Bíblia, oração e compartilhamento de experiências pessoais
Foto: DivulgaçãoA Câmara Municipal de Porto Alegre começou a debater o projeto de lei que autoriza a realização de um “intervalo bíblico”, por iniciativa voluntária de estudantes, nas escolas públicas e privadas da Capital.
A proposta, de autoria do vereador Hamilton Sossmeier (Podemos), considera o chamado “intervalo bíblico” como um momento de reflexão, leitura da Bíblia, oração e compartilhamento de experiências pessoais, embasados em valores bíblicos, conduzidos de forma voluntária pelos próprios estudantes.
Conforme o projeto, a participação dos alunos será voluntária e espontânea. Os estudantes terão o direito de realizar as reuniões sem qualquer tipo de censura prévia ou interferência indevida por parte da administração das escolas. O “intervalo bíblico” será realizado em horários previamente acordados com a diretoria de modo a não prejudicar o andamento das atividades escolares, aponta o texto.
“A proposta respeita integralmente o princípio da laicidade do Estado, uma vez que laicidade não significa hostilidade à religião, mas, sim, a garantia de que todos possam expressar sua fé livremente no espaço público, desde que de forma pacífica, voluntária e respeitosa. Situações recentes, contra estudantes que realizavam encontros religiosos espontâneos, mostram a necessidade de assegurar esse direito de forma explícita”, explicou o autor do projeto.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
ESSE VEREADOR PODERIA SER MAIS ÚTIL
Nos anos 70, em frente a minha casa, no bairro Sarandi, Instalou-se uma igreja do evangelho quadrangular, em que o pastor vendia uma rosa por dez ( da moeda da epoca) em troca de um milagre na vida das pessoas. Fazem 50 anos e não esqueci dos embusteiros. Toda noite era a mesma ladainha. Hoje pastores montam um teatro na TV, mostrando pessoas jogando as muletas na multidão. Tudo encenação, pra enganar o povo trouxa que é levado a acreditar, e deixar milhões nas sacolas de coletas, pra enriquecer os donos da igreja. Jesus Cristo nunca cobrou nada por seus… Leia mais »
Fui pesquisar e ele realmente pertence a igreja do evangelho quadangular. ACERTEI NA MOSCA, é mais um embusteiro, fazedor de milagres.
Pastores, padres e outros religiosos deveriam ser proibidos de serem candidatos a qualquer cargo eletivo. São todos manipuladores dos seus fiéis. Esse vereador provavelmente é pastor evangélico e está tentando manipular estudantes para sua religião.
Tem pais muito preocupados com o intervalo bíblico, como se fosse uma violação absurda do sagrado ambiente escolar.. Enquanto isso, o intervalo pra fumar maconha já está liberado há muito tempo, e ninguém se preocupa com isso.
Pessoal sai criticando sem ler pelo visto… A lei é apenas para garantir que os alunos interessados (não estão falando de pastores ou professores) possam fazer esse momento nos seus intervalos, sem afetar tempo de aula, ou sem impor algo a ninguém… Isso é ser laico e dar liberdade de praticar a sua fé particular.
Nos sistemas de ensino em que trabalhei e trabalho, nunca foi proibido rezar/orar no intervalo. Acho essa lei sem que nem para que.
Que tal legislar sobre as diversas violências que ocorrem no âmbito escolar, garantindo um ambiente menos insalubre, periculoso e penoso?