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Ocorrências no Acampamento Farroupilha caem com intensificação de segurança dentro do parque

Com reforço do efetivo da Polícia Civil e Brigada Militar, ocorrências caíram de 100 para 20 em dez anos (Foto: Reprodução/Governo do Estado)

A dois dias do encerramento, o Acampamento Farroupilha de 2019 registra queda expressiva no número de ocorrências policiais no Parque da Harmonia, em Porto Alegre, em relação a anos anteriores. De acordo com a Polícia Civil, 22 ocorrências foram registradas até a noite dessa quinta-feira (19).

O policiamento 24 horas da Brigada Militar e da Polícia Civil dentro e no entorno do local é um dos motivos pelo qual os delitos estão caindo mais a cada edição dos festejos, informa o delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, Paulo César Jardim. “Há dez anos chegávamos ao fim do acampamento com quase 300 ocorrências, número que caiu acentuadamente”, acrescenta.

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Logo na entrada do parque, o visitante encontra uma estrutura completa da Polícia Civil. Durante o período do acampamento, a 1ª DP se transfere para o parque, e o delegado titular cumpre ali o seu expediente para garantir a segurança no evento, que atrai milhares de pessoas durante duas semanas. São feitos flagrantes, depoimentos e encaminhamento para o Judiciário. Ao lado da delegacia, há um ônibus da Polícia Civil equipado com um espaço para detenções temporárias e estrutura cartorária.

“Temos plantão 24 horas e fazemos tudo o que se faz em uma delegacia normal, com um contingente significativo. Além dos policiais fixos, temos reforços do interior”, explica o delegado. Para esta sexta-feira, 20 de setembro, o efetivo recebe mais apoio.

Neste ano o evento também conta com a ação da Justiça Instantânea, através do Juizado de Grandes Eventos, o mesmo que atua em eventos esportivos. A ação judiciária rápida ajuda a inibir os delitos, segundo o delegado Jardim. A pauta de audiências do Judiciário é marcada na própria DP, após os depoimentos.

A experiência das outras nove edições em que a delegacia esteve montada no local, para o delegado, mostra que os acampados não são os que costumam praticar atos ilícitos. “O gaúcho acampado é aquele que cultua a tradição. Eles chegam a tirar férias em setembro para vir acampar com a família aqui. Vemos os pais levando os filhos para a escola de manhã e voltando depois. Estão aqui com a família, não querem confusão. Os problemas maiores são com eventuais convidados e com visitantes que não estão aqui pela cultura”, afirma.

O trabalho em conjunto com os patrões dos piquetes também contribuiu para a diminuição dos episódios violentos. Nos últimos anos, a Polícia Civil tem articulado a relação com os responsáveis pelos espaços para que haja maior controle das atividades e do comportamento do público nas festas.

A Brigada Militar também está presente com um posto móvel, que fica estacionado 24 horas no parque, além de policiais militares em viaturas e motocicletas em ronda por todo o espaço. Toda a operação da BM é feita pelo 9ª Batalhão de Polícia Militar, com apoio estratégico do 4º regimento montado.

O comandante do 9º BPM, tenente-coronel Luciano Moritz, garante que a edição de 2019 do acampamento está tranquila no comparativo com anos anteriores. “Isso pela conscientização maior das pessoas e pelo reforço policial empregado neste período dentro e no entorno do parque. Claro que temos episódios isolados, mas nós estudamos os registros policiais e determinamos estratégias para a redução deles. Fizemos isso neste ano e estamos tendo resultados”, observou.

A BM também presta serviços para a comunidade como busca de crianças perdidas. “Os pais devem ficar atentos porque há muita movimentação de pessoas e é um ambiente fácil para que os filhos se percam. Se ocorrer, devem sempre procurar o posto da Brigada e faremos as buscas”, orienta.