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A delegada que prendeu o bando que planejava invadir o Maracanã no jogo entre Flamengo e Grêmio é conhecida na polícia carioca como “dama de ferro”

Carina da Silva Bastos está há 11 anos na corporação. Ela fez boa parte de sua carreira em delegacias do interior. (Foto: Divulgação)

Responsável pela operação que prendeu dezoito pessoas suspeitas de planejar uma invasão ao estádio do Maracanã durante o jogo entre Flamengo e Grêmio, na noite desta quarta-feira (23), pela semifinal da Libertadores, a delegada Carina da Silva Bastos, de 40 anos, titular da 18ª DP (Praça da Bandeira), tem uma imagem, entre os policiais civis, de ser rígida com as investigações que conduz. Entre os agentes do DGPC (Departamento Geral da Polícia da Capital), ela é conhecida como “a dama de ferro”.

Embora esteja há 11 anos na corporação, Carina está há menos de um mês como titular da delegacia da Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio. A delegada foi a responsável por desmantelar nesta terça (22) uma quadrilha de flamenguistas que iriam invadir o estádio, palco do segundo jogo válido pela semifinal da principal competição de futebol do continente. Durante a ação, duas pessoas foram baleadas .

“Não dormi nada nos últimos dias, mas o resultado veio”, comemora Carina.

Antes de assumir a delegacia da Praça da Bandeira, ela fez boa parte de sua carreira no interior do Estado do Rio. Ela tem passagens pelas delegacias de Piraí (94ª DP), Barra do Piraí (88ª DP) e Itaipu (81ª DP). A delegacia da Praça da Bandeira (18ª DP) é a sua primeira na capital.

“Entrei na Polícia Civil com 29 anos. Comecei como delegada-adjunta da 77ª DP (Jurujuba) e no interior passei por outras delegacias. Eu sempre quis ser delegada e esse é o meu papel: servir e proteger a sociedade”, afirmou a delegada, entre um abraço e outro na Cidade da Polícia, em celebração aos resultados da operação.

Ao ser questionada sobre a operação que prendeu dezenas de flamenguistas que planejavam invadir o estádio do Maracanã, Carina comemorou o resultado:

“É um motivo de felicidade. Eu estudo e trabalho para proteger a sociedade. Espero que todos os torcedores assistam em paz esse jogo.”

Um delegado do Departamento Geral da Polícia da Capital comentou que a titular da 18ª DP é “muito rígida dentro das investigações e nas medidas dentro do inquérito”.

Entre uma entrevista e outra, enquanto ainda comandava a operação, Carina era ovacionada por delegados e agentes de diversas delegacias na manhã desta terça-feira.