Sábado, 25 de Janeiro de 2020

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Mundo Atribuir queda de avião a terroristas é “propaganda”, diz Egito

Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi. (Reprodução)

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, classificou de “propaganda” as alegações de que a milícia radical EI (Estado Islâmico) teria derrubado o avião russo da companhia Kogalymavia (conhecida como Metrojet) na península do Sinai. Ele concedeu uma entrevista a respeito do caso à BBC, divulgada nessa terça-feira. O mandatário disse que ainda é muito cedo para determinar a causa da queda.

Na segunda-feira, a companhia aérea afirmou que a queda de seu Airbus A321 havia se dado por influência externa. “Todos aqueles interessados na questão são bem-vindos para participar das investigações. Quando há a propaganda de que o avião caiu em função do EI, essa é uma forma de causar danos à estabilidade e à segurança do Egito e à imagem do Egito. Acredite em mim, a situação no Sinai – especialmente nessa área [onde a queda ocorreu] – está sob total controle”, declarou Sisi.

A aeronave, operada pela Kogalymavia, levava turistas da cidade de Sharm el-Sheikh, próxima ao mar Vermelho, para São Petersburgo (Rússia), quando caiu em uma área montanhosa da península do Sinai, ao sul da cidade de Alarixe. Todas as 224 pessoas a bordo morreram – a maioria russos voltando das férias. O avião decolou às 5h51min do Cairo (1h51min – horário de Brasília), com boa condição climática, e sumiu dos radares após 23 minutos, quando voava a 9,4 mil metros de altura. No domingo, foi revelado que o Airbus A321 despedaçou-se durante o voo, espalhando destroços sobre uma região de cerca de 20 quilômetros quadrados.

O diretor de inteligência nacional dos EUA, James Clapper, disse que “não há qualquer evidência de qualquer envolvimento terrorista ainda” no caso e, embora improvável, “não descartaria”.

O governo russo enviou ao Egito cerca de cem especialistas em situações de emergência e em aviação para análise do local do acidente. Também França e Alemanha colaboram com autoridades egípcias nas investigações.

Por motivo de segurança, as companhias europeias Air France e Lufthansa desviaram temporariamente todos os voos que sobrevoam a península do Sinai. Apenas as aeronaves que vão para cidades da região deverão passar por lá. (Folhapress)

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