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Bolsonaro quer mudar as regras para tirar a carteira de motorista e defende o fim das aulas em simuladores para diminuir o custo de quem tenta obter o documento

O texto também pretende alterar o limite de pontos para o motorista perder o documento. (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro reforçou que o governo enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei ou uma MP (medida provisória) para alterar as regras da CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Em um vídeo divulgado pelo Palácio do Planalto, Bolsonaro aparece respondendo a algumas perguntas de uma pessoa que reclama da burocracia exigida para a profissão de caminhoneiro.

“Vou te dar uma boa notícia. Eu devo, na semana que vem, depende do presidente da Câmara, se será projeto de lei ou medida provisória, mexer no Código Nacional de Trânsito, onde a gente passa para 40 o número de pontos. O ideal era passar para 60, mas a gente teria dificuldade. E, também, a validade da carteira de motorista, de cinco para 10 anos”, disse o presidente.

O número de pontos a que Bolsonaro se refere é o limite máximo que cada condutor habilitado pode acumular ao longo de um ano por infrações cometidas. Atualmente, o máximo é 19 pontos. A partir de 20 pontos na carteira, um processo de suspensão do direito de dirigir já pode ser instalado pelo órgão de trânsito.

“Pretendemos acabar com os simuladores para diminuir o preço da carteira de motorista, que está quase R$ 2 mil. É um absurdo gastar quase R$ 2 mil para uma carteira de motorista”, acrescentou Bolsonaro. Os simuladores de direção são utilizados em auto-escolas para treinamento de futuros condutores.

Caminhoneiros

Dos diversos grupos que pretendem participar das manifestações em defesa do governo de Jair Bolsonaro neste domingo (26), os caminhoneiros são, de longe, os mais exaltados. O movimento, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, está dividido. Mas a parcela que mantém apoio ao presidente usa termos assustadores, que incluem fechamento do Congresso e do Supremo.

“Estamos aí com uma gangue, o câncer do Brasil chamado Congresso Nacional, engessando, impedindo o presidente de trabalhar”, disse o líder caminhoneiro José Raymundo Miranda, representante da ANTB (Associação Nacional de Transporte do Brasil) em Minas Gerais.

Miranda está em Brasília desde o início desta semana para organizar uma manifestação em frente à Praça dos Três Poderes. Em mensagem de áudio distribuída, segundo ele, para 55 grupos de WhatsApp, reunindo 6.550 pessoas, o líder caminhoneiro fala em fazer um cerco ao Congresso com os “cavalinhos”, como são chamadas as cabines dos veículos sem a caçamba.

“O ideal é todos os caminhoneiros partirem para Brasília, fazerem um cerco. Quero ver se eles conseguem guinchar um monte de carro desses. Fechar aquele Congresso, rodear e sitiar aquele povo ali dentro”, afirma Miranda no áudio.

Depois, Miranda baixou um pouco o tom e disse que a ideia de fazer um cerco ao Congresso estava descartada. Previu, contudo, manifestações por todo o País. “Vamos ter tumulto do Oiapoque ao Chuí”, disse.

Uma das principais ações previstas, segundo ele, ocorrerá em São Paulo, com um buzinaço de caminhoneiros. Alguns trarão seus “cavalinhos” desengatados de lugares como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

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