Domingo, 08 de Dezembro de 2019

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Armando Burd Dança dos números

O Impostômetro mostra o valor arrecadado desde 1º de janeiro deste ano. (Foto: Divulgação)

Às 7h da manhã de ontem, o placar eletrônico impostometro.com.br registrou 2 trilhões e 222 bilhões de reais. Valor arrecadado pelos governos em todo o país desde 1º de janeiro deste ano. A destinação de grandes quantias segue envolta em cortinas de fumaça.

Muito ou pouco?

A constatação mais frequente: o pagamento de tributos pela população é insuficiente para sustentar o setor público. O problema nunca foi enfrentado de forma objetiva: a Federação não cabe no Produto Interno Bruto.

Este conhecia

O general Romildo Canhim foi ministro da Administração Federal no governo de Itamar Franco e presidente da Comissão Especial de Investigação, responsável pelo combate insistente à corrupção. Demonstrou que a crise era mais profunda do que parecia à primeira vista. Uma de suas declarações marcantes: “Infelizmente, a anarquia, o descontrole, a irresponsabilidade e a injustiça substituíram, na administração pública, o que deveria ser o sentido hierárquico e o respeito pelos contribuintes.”

Turismo desnecessário

A Câmara dos Deputados homenageia hoje, em sessão solene, os 30 anos de fundação de Frente Nacional dos Prefeitos.

Toda a vez que se critica o passeio do dinheiro dos impostos a Brasília e o retorno em conta-gotas aos municípios é preciso lembrar Jaime Lerner, que disse em novembro de 1992:

“Metade dos problemas brasileiros poderiam ser resolvidos se fossem entregues às cidades.”

Passados 27 anos, a estrutura equivocada de poder continua inalterada.

Erro fatal

O retardamento no envio da reforma tributária ao Congresso Nacional é o indício de que sucessivos governos foram incapazes de projetar o futuro. Preferiram ficar absorvidos por questões acessórias, condenando políticas de desenvolvimento.

Soma de erros

O Custo Brasil não se restringe à carga tributária e às ineficiências da infraestrutura. É preciso incluir o peso da burocracia, uma das características de países atrasados.

Garantia de auditório lotado

O ministro da Justiça, Sergio Moro, debaterá às 10h de amanhã, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o projeto que estabelece a prisão de condenados após decisão em segunda instância.

Há 60 anos

A 25 de novembro de 1959, o funcionalismo público estadual fez passeata pelo centro de Porto Alegre, ameaçando greve se não recebesse aumento salarial. Na noite anterior, a Assembleia Legislativa tinha rejeitado mensagem do governador Leonel Brizola, que propôs elevação das alíquotas do ICMS para conceder o reajuste.

Repúblicas independentes

Há cada vez menos partidos nacionais. O que se vê é a existência de vários estruturais regionais. Não há unidade em torno de programas ou ideologias. Cada cacique comanda um conjunto de tribos.

Para diminuir erros

O Tribunal Superior Eleitoral realiza hoje, amanhã e quarta-feira audiências públicas sobre resoluções das eleições do próximo ano e da contabilidade dos partidos. Serão transmitidas ao vivo pelo canal da Justiça Eleitoral no You Tube. Chance para o aprendizado e a diminuição das dores de cabeça dos advogados dos partidos.

Mudou

A 25 de novembro de 1994, Luiz Inácio Lula da Silva declarou que “o PT poderia quebrar a cara se apostasse no fracasso rápido do governo Fernando Henrique Cardoso”. Defendeu que a legenda abandonasse a postura do “partido do não”.

Era um ensaio da linha de pacificação que adotou na campanha eleitoral de 2002, ao lançar a Carta aos Brasileiros.

Dois lados da moeda

A cada eleição, surgem dois tipos de candidatos. Alguns querem se eleger e fazem qualquer tipo de coligação. Outros preferem concorrer e impõem um freio à copa franca das alianças.

Todas de Armando Burd

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