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Donald Trump volta a dizer que não quer entrar em guerra com o Irã

Presidente americano também diz estar disposto a iniciar novas negociações com Teerã. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que não está buscando uma guerra contra o Irã, apesar do aumento das tensões entre os dois países. A declaração foi dada após um comandante militar iraniano alertar sobre o perigo que um conflito entre os dois traria para a segurança do Oriente Médio. “Eu não procuro uma guerra”, disse Trump em entrevista ao canal NBC.

As tensões entre os rivais aumentaram ainda mais na quinta (20), quando um drone de espionagem americano foi derrubado pelo Irã, que acusou Washington de invadir seu espaço aéreo – o que a Casa Branca negou.

Apesar disso, o republicano também abriu a possibilidade de dar início a novas negociações com Teerã.

“Eu acho que eles querem negociar. E creio que eles querem fazer um acordo. E meu acordo é nuclear. Veja, eles não vão ter uma arma nuclear”, disse Donald Trump.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, também comentou o assunto neste domingo. “Estamos preparados para negociar sem pré-condições”, disse ele a jornalistas em Washington.

“Eles [os iranianos] sabem exatamente como nos encontrar. Estou confidente que assim que estiverem prontos para negociar conosco nós vamos poder iniciar essas conversas., afirmou.

Ele também confirmou que os Estados Unidos pretendem anunciar um novo pacote de sanções para asfixiar financeiramente as ações iranianas no exterior.

“Nós vamos impedir que eles tenham acesso aos recursos necessários para fazerem isso”, completou antes de embarcar para o Oriente Médio, onde deve se encontrar com representantes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.

Os dois países são aliados dos americanos na região e adversários de Teerã.

Veja, abaixo, a cronologia do mais recente conflito EUA x Irã:

EUA tentam sufocar economicamente o Irã

No dia 22 de abril, a administração de Trump decidiu forçar cinco grandes países – entre eles, a China e a Índia – a parar de comprar petróleo do Irã.

A medida foi uma maneira de diminuir a receita com as exportações do país.

Em novembro de 2018, Trump havia anunciado sanções, mas tinha permitido que oito países continuassem a importar petróleo iraniano.

Três deles – Taiwan, Itália e Grécia – pararam imediatamente. Outros cinco deveriam reduzir gradualmente a quantidade de óleo que compram, até, de maneira gradual, chegar a zero.

Os ataques aos navios petroleiros

Em 12 de junho, dois navios petroleiros que navegavam pelo Golfo de Omã, perto do Irã, foram atacados e incendiados parcialmente.

Um dos navios, o Front Altair, pertence a uma companhia norueguesa e tinha 23 tripulantes. O outro, o Kokuka Courageous, é de uma empresa japonesa e tinha 21 pessoas a bordo.

O provável fim do acordo nuclear

No dia 17 de junho, o Irã anunciou que iria extrapolar os limites do acordo nuclear.

Em 2015, o país islâmico fechou uma convenção com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China.

Esse entendimento foi resultado de conversas secretas entre o governo de Barack Obama com Rouhani, que é considerado um moderado para os parâmetros iranianos.

O Irã aceitou limitar o enriquecimento de urânio e ser supervisionado por inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU), em troca do fim de sanções econômicas.

A derrubada do drone dos EUA

Na madrugada do dia 20 de junho, o Irã revelou que derrubou um drone dos Estados Unidos em seu território. Os iranianos afirmam que a aeronave não tripulada sobrevoava perto de seu litoral.

As Forças Armadas do Irã asseguraram, na sexta-feira (21), que enviaram advertências ao avião dos Estados Unidos antes de derrubá-lo.

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