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Gol suspende voos de onze Boeings 737 após inspeções de segurança

Suspensão foi feita para substituição de um componente após inspeções recomendadas pela agência de aviação dos Estados Unidos. (Foto: Divulgação)

A companhia aérea Gol suspendeu voos de 11 aeronaves Boeing 737 NG para substituição de um componente após inspeções recomendadas pela agência de aviação dos Estados Unidos, FAA, informou a empresa nesta quarta-feira (9). As informações são da agência de notícias Reuters.

A companhia retirou de operação as aeronaves nas quais foram encontrados indícios da necessidade de substituição de um componente especifico, cujas características se apresentaram fora dos padrões estabelecidos pelo fabricante, reportando essas ocorrências à FAA e à Boeing, de forma coordenada com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Essas aeronaves permanecerão inoperantes até o cumprimento da manutenção”, afirmou a Gol.

Na semana passada, a FAA determinou a companhias aéreas a inspeção de 165 aviões Boeing 737 NG por conta do surgimento de rachaduras estruturais. A verificação deveria ocorrer num prazo de sete dias após a descoberta das rachaduras, que foram encontradas em um pequeno número de aviões.

A decisão envolve 1.911 aviões registrados nos EUA. As rachaduras foram encontradas numa parte que prende a fuselagem do avião à estrutura da asa.

Em nota, a Boeing lamentou o impacto do problema para a GOL e outros clientes do 737NG e afirmou que está trabalhando para procurar peças, desenvolver planos de reparo e substituição e fornecer suporte técnico “para devolver com segurança todos os aviões afetados ao serviço o mais rápido possível”.

Também nesta quarta-feira, a aérea norte-americana Southwest Airlines reportou rachaduras em dois 737 NG e retirou as aeronaves de serviço. O 737 NG é a versão anterior do 737 MAX, que teve as operações suspensas neste ano em todo o mundo, mas devido a outro problema.

Na semana passada, a FAA informou que as inspeções podem ser feitas visualmente e devem levar cerca de uma hora por avião.

American Airlines

Já a American Airlines anunciou nesta quarta-feira a ampliação na suspensão de voos com o avião 737 MAX até 15 de janeiro, indo na direção contrária das promessas da fabricante norte-americana de aviões, que tem afirmado que os jatos vão voltar a voar antes do fim deste ano.

A maior companhia aérea dos Estados Unidos, que cancelou cerca de 140 voos por dia com o modelo até 3 de dezembro, elevou a estimativa de impacto gerado pela suspensão dos voos da aeronave no terceiro trimestre para 140 milhões de dólares, 15 milhões a mais que a previsão anterior.

As ações da companhia aérea, que acumulam queda de cerca de 16% este ano, subiam nesta quarta-feira após a empresa afirmar que custos menores com combustível impulsionaram as margens do terceiro trimestre.

Em julho, a American disse que o lucro anual será reduzido em cerca de 400 milhões de dólares se o MAX continuar sem voar até 2 de novembro. A companhia afirmou nesta quarta-feira que o valor vai subir por causa da suspensão até o início de 2020.

Autoridades de aviação ainda estão avaliando mudanças propostas em software do avião e não há prazo definido para o retorno dos voos da aeronave.

A American, que cancelou 9.475 voos no terceiro trimestre, afirmou que espera recuperar gradualmente os voos do MAX a partir de 16 de janeiro. A companhia aérea afirmou que as atualizações de software da aeronave vão fazer a agência de aviação dos Estados Unidos (FAA) “recertificar o avião este ano e retomar o serviço comercial do jato em janeiro de 2020”.

O 737 MAX está sem poder voar em todo o mundo desde meados de março, após duas quedas de jatos do modelo na Indonésia e Etiópia, que mataram 346 pessoas em um intervalo de cinco meses.

Entre outras empresas dos EUA que cancelaram voos do MAX, a Southwest Airlines cancelou voos da aeronave até 5 de janeiro e a United Airlines, até 19 de dezembro.