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Hong Kong chega ao 16º final de semana de protestos

A organização Anistia Internacional (AI) quer investigar os casos de violência nos protestos. (Foto: REUTERS / Tyrone Siu/ Reprodução Agência Brasil)

Este sábado (21) marca o 16º final de semana com protestos populares consecutivos em Hong Kong. Os atos foram reprimidos mais uma vez com uso de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. As manifestações pró-democracia encheram as ruas com milhares de pessoas. Os manifestantes lançaram coquetel molotov e objetivos nos policiais, que responderam com gás e tiros de balas de borracha. Após confronto, alguns dos manifestantes, vestidos de roupa preta e mascarados, fizeram barricadas em várias ruas, as incendiaram e fugiram em seguida. Desde o início, as manifestações têm sido marcadas por violência.

Nesta sexta-feira (20), a organização Anistia Internacional (AI) chegou a acusar a polícia de Hong Kong de usar a força excessivamente contra os manifestantes. Além disso, a organização denunciou que “táticas ilegais”, como tortura, estão acontecendo contra ativistas. A AI pede a criação de uma comissão de investigação independente sobre o comportamento da polícia, algo também defendido pelos manifestantes, mas rejeitado pelas autoridades.

Este já é o maior desafio do governo chinês desde que a cidade foi devolvida pela Grã-Bretanha em 1997.