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“Irregularidades em todos os lugares”: subprocurador do MP detalha investigação sobre a gestão Piffero

Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas por crimes de estelionato, organização criminosa, falsidade documental e lavagem de dinheiro. Foto: (Divulgação/MPRS)

*Valéria Possamai

O subprocurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles, deu mais detalhes a respeito da denúncias referentes à gestão 2015-2016 do Inter, comandada pelo ex-presidente Vitório Piffero, em entrevista à Radio Grenal, nesta quinta-feira (07). Ao todo, 14 pessoas, incluindo dirigentes e empresários, foram denunciadas por crimes de estelionato, organização criminosa, falsidade documental e lavagem de dinheiro.

“Em termos de valores, acho que essa primeira parte da investigação será maior. Na segunda, acredito que será esmiuçado mais os vários processos que eram realizados. O mais importante era conseguir, nessa primeira parte, verificar os gastos e pegar as notas. Um processo que durou cerca de um ano e meio”, declarou Dornelles.

Os crimes cometidos causaram ao clube prejuízos na esfera patrimonial, bem como, no núcleo de futebol, conforme apontou a investigação: “Os quase R$ 13 milhões de prejuízo são ligados as obras. Esse é o grande valor apurado e envolve a questão das notas frias. No futebol, foram quatro casos, com valores menores, em torno de R$ 90 mil.”

“O que surpreendeu foi que começamos pelas obras, mas se passou a ver que tinha irregularidades em todos os lugares, em todos os ramos que o clube atuava. O modo de atuação é bem parecido com a violação que é feita ao patrimônio público. É feito com simulação de atos. Tem dos documentos que justificam, mas quando tu vai ver, percebe que nada é legal e correto”, apontou o sub-procurador de Justiça.

Entre as fraudes e desvio de dinheiro, com lançamento de notas frias, uma tentativa de manobra chamou a atenção do Ministério Público. Um serviço de “pai de santo” foi usado na tentativa de justificar uma despesa. “Não havia nota para o pai de santo. Isso foi usado como defesa, como argumento, para os gastos. Justificando que alguns gastos não são possíveis justificar.”

Nesta segunda fase da operação denominada Rebote, duas denuncias serão encaminhadas ao Poder Judiciário. Toda a documentação também será encaminhada a FIFA e a CBF, para que os empresários e dirigentes sejam apurados as condutas. Inclusive em associações de classe, que neste caso, envolve nomes de engenheiros envolvidos nas fraudes.

“É possível sim que tenhamos mais nomes conhecidos envolvidos. Vamos dar prioridade pra terminar essa parte o mais rápido possível. Não devemos ter nada de anos anteriores, não é impossível que há, mas por hora, nada aconteceu”, finalizou Marcelo Dornelles.

*estagiária sob supervisão de Marjana Vargas