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O ministro da Infraestrutura deve se reunir com os caminhoneiros esta semana

Tarcísio de Freitas sugeriu ainda que indígenas possam explorar economicamente seus territórios. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Diante da possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, vai receber na próxima semana, em Brasília, lideranças da classe dos caminhoneiros. O objetivo é discutir, entre outros pontos, a nova tabela de preços mínimos do frete rodoviário, que causou insatisfação entre os motoristas. As informações são do jornal O Globo.

A movimentação entre os caminhoneiros começou depois que, na quinta-feira, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) divulgou uma resolução com uma nova tabela para o frete. A nova versão foi feita a partir de um estudo da área de logística da Escola de Agronomia da USP (Universidade de São Paulo). O objetivo foi adequar os preços aos diferentes tipos de carga, rotas e veículos.

Na visão da categoria, os novos preços são inviáveis financeiramente para os caminhoneiros – e o governo precisa se posicionar. O ministro da infraestrutura está Ipatinga, Minas Gerais, por ocasião da abertura de parte da BR 381, mas já afirmou por meio de sua assessoria que receberá a classe para um “diálogo aberto” já na próxima semana.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que, embora seja um direito de todos, espera que os caminheiros não entrem em greve “porque atrapalha o Brasil”. Segundo ele, o governo já fez “alguma coisa” em prol das demandas da categoria e ressaltou que o Parlamento precisa fazer sua parte, referindo-se à aprovação do projeto de lei que aumenta o número de pontos para perda da carteira e altera outros dispositivos do CTB (Código de Trânsito Brasileiro).

“Acredito que caminhoneiros não façam paralisação porque isso atrapalha muito a economia. Reconhecemos a dificuldade na carreira e estamos prontos para continuar conversando, mas estamos em um País livre e democrático onde impera o livre mercado. Lei da oferta e da procura. Greve atrapalha o Brasil como um todo”, disse o presidente da República.

Nova tabela desagradou a caminhoneiros
A nova tabela dos pisos mínimos do frete rodoviário publicada na quinta-feira pela Agência Nacional de Transportes Terrestres desagradou aos caminhoneiros. Segundo representantes da categoria, os novos valores não levaram em conta o lucro dos caminhoneiros na hora de fixar os valores do frete, mas apenas os custos da viagem como combustível, pedágio, entre outros, o que reduziu os valores que vinham sendo cobrados até a quarta-feira. Por enquanto, a disposição dos caminhoneiros é conversar com o governo numa reunião marcada com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, na semana que vem, em Brasília, para que os valores sejam revistos. Mas já há grupos de WhatsApp em que motoristas falam abertamente em uma nova paralisação da categoria.

“A tabela do frete ficou de um jeito que não dá nem para olhar para ela. É uma tabela de custos. Os valores são o que o caminhão gasta para ir e voltar numa viagem. Ali não tem nenhum remuneração, nenhum lucro, nada. As grandes transportadoras, que não têm consciência, vão pagar o que determina a lei. Os valores já começaram a cair”, diz Wanderlei Alves, de 45 anos, o Dedeco, líder da categoria no Paraná.

Ele dá como exemplo uma viagem de 2,7 mil quilômetros, cujo frete mínimo cobrado antes da publicação da tabela era de R$ 13.770,00. Agora, já há transportadoras pagando R$ 10 mil pela mesma viagem, uma queda de 27,38%.

Ele disse que a categoria estava esperando a nova tabela ser publicada até o dia 20 deste mês. Ela foi elaborada após um estudo técnico realizado pela Esalq-Log (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP, além de um processo de consulta pública.

“Sabíamos que estava sendo feito um estudo de custos. Mas fomos pegos de surpresa, porque a remuneração também teria que ser embutida na tabela. Foi uma frustração. Fiquei chateado, revoltado, surpreso”, disse Dedeco.

Ele contou que já conversou com Tarcísio Freitas, por telefone, e segundo o líder dos caminhoneiros o ministro também se mostrou surpreso com o resultado.