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“Não existe possibilidade de surgir um novo imposto ou aumentar impostos”, diz Bolsonaro

Presidente declarou ter a intenção de que cada vez menos o Estado interfira na vida das pessoas. (Foto: Planalto/Reprodução)

O presidente Bolsonaro afastou a possibilidade de criar novos impostos ou aumentar valores de tributos já existentes. “Da minha parte, está descartada qualquer possibilidade de novo imposto ou majorar qualquer imposto, isso não existe”, disse, após participar de um churrasco na residência de um amigo no Lago Sul, em Brasília.

O secretário da Receita, Marcos Cintra, tem defendido a criação de um imposto sobre transações para cobrir o fim de tributos sobre a folha de pagamentos. Por outro lado, a Câmara discute outro projeto de reforma tributária de autoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP). “O Cintra, com todo respeito, é um secretário. Acima dele, está o Paulo Guedes, depois estou eu. A gente não admite falar em volta da CPMF, você pode até inventar um novo nome para agregar um montão de imposto, mas que não represente no final da linha tirar dinheiro da mão do povo”, disse Bolsonaro.

O presidente declarou ter a intenção de que cada vez menos o Estado interfira na vida das pessoas. Sobre o projeto de reforma tributária que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou, ele disse estar aguardando a equipe econômica avaliar para emitir uma opinião. “Eu quero mais que o Parlamento tenha protagonismo em tudo que faz. Não faço questão de ser o pai da criança de nada. Se o Parlamento fizer uma boa reforma tributária, a gente apoia lá, bate palmas, desde que melhore a vida de todo mundo, diminua a carga tributária, simplifique a vida do empreendedor, tudo isso é bem-vindo.”

Petrobras

Bolsonaro voltou a falar que não vai interferir nas decisões da Petrobras sobre o preço de combustíveis. Ele comemorou a redução do preço nas refinarias anunciada na sexta-feira (31). “A gente não vai interferir na Petrobras, eu não tenho como interferir. A minha interferência é demitindo ou não o presidente e seus diretores. Para que fazer isso aí? Eu confio no Castello Branco [Roberto Castello Branco, presidente da estatal], indicado pelo Paulo Guedes [ministro da Economia], uma pessoa que está sendo ‘dez’ lá, no nosso entendimento”, comentou Bolsonaro.

Para o presidente, a estatal levou em consideração “questões técnicas” para tomar a decisão de diminuir os preços. Ele afirmou que não conversou com Castello Branco antes da decisão, como havia feito em fevereiro – quando a interferência segurou o reajuste do diesel decidido pela petrolífera e terminou prejudicando a empresa –, mas declarou que recebeu a notícia do próprio dirigente da Petrobras após a decisão. “Eu não sou aquela outra candidata, ou melhor, presidente, de saia, como alguns tentaram pejorativamente me taxar. Não existe isso”, afirmou, em relação à ex-presidente Dilma Rousseff.

Segundo Bolsonaro já disse, no episódio anterior o próprio presidente da Petrobras resolveu – após uma ligação dele – adiar o reajuste do diesel para um índice “muito próximo” do que estava previsto, e não cancelar o aumento. “Não houve interferência nossa.”