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Aplicativo lança serviço de táxi aéreo entre Manhattan e aeroporto em Nova York

Uber não é o primeiro da cidade e só faz um trajeto. (Foto: Reprodução)

A partir do mês que vem, quem estiver em Nova York (EUA) e não quiser perder tempo entre o aeroporto e a ilha de Manhattan poderá pedir um helicóptero através do aplicativo de transporte Uber, em sua versão aérea, o Uber Copter.

O trajeto oferecido será apenas com saídas do JFK até um heliponto em Wall Street e poderá ser solicitado apenas por usuários bem avaliados. A viagem, que vai durar apenas nove minutos, custará entre US$ 200 e US$ 250 por pessoa e, claro, poderá ser compartilhada (com até cinco pessoas).

“Esta é uma viagem que muitos viajantes fazem por dia, e nós vemos uma oportunidade de economizar muito tempo com ela”, disse Eric Allison, diretor da Uber Elevate (divisão aérea da empresa) em entrevista ao The New York Times.

O Uber não é o primeiro a fornecer este serviço em Nova York, no entanto. No início deste ano, o aplicativo Blade lançou passeios de helicóptero de vários locais de Manhattan para todos os aeroportos da área de Nova York, incluindo JFK, LaGuardia e Newark. Passeios pelo app custam US$ 195 por pessoa, e oferecem uma experiência pré-voo que inclui check-in expresso, lanches e bebidas.

Os helicópteros do Uber Copter, no entanto, só transportam quem estiver embarcando com uma mala pessoal e uma de mão, com peso que não superior 20 quilos.

Segundo o site Travel & Leisure, o Uber planeja expandir seus serviços de helicópteros para outras cidades após o teste de Nova York.

Embraer

Em poucos anos, ao pedir um Uber pelo aplicativo, você poderá ir a um heliponto em vez de descer até a rua. A EmbraerX, a recém-criada divisão de tecnologia e mobilidade da fabricante brasileira de aviões, revelou na terça-feira (11), durante a conferência Uber elevate, em Washington, nos Estados Unidos, o novo conceito do seu veículo voador elétrico.

Chamado de Electric Vertical Take-off and Landing (eVTOL), o projeto é resultado de uma parceria entre a Embraer e a Uber, assinada em 2017. A proposta é testar táxis voadores já em 2020, com a primeira apresentação pública marcada para ocorrer na Dubai World Expo. O evento, que está sendo realizado no mercado americano, reúne uma comunidade global de fabricantes, investidores e representantes governamentais com o objetivo de tornar realidade a visão sobre a mobilidade aérea urbana compartilhada.

O conceito da aeronave elétrica com capacidade de decolagem e pouso na vertical, conhecida como eVTOL, é um dos múltiplos projetos da EmbraerX, subsidiária da Embraer focada em mobilidade urbana. “Unimos a visão do desenvolvimento centrado no ser humano com os nossos 50 anos de expertise em negócios e engenharia de uma forma única”, diz Antonio Campello, presidente e CEO da EmbraerX. “Esses são os fatores por trás dos avanços técnicos e das inovações que estamos trazendo para o novo conceito de eVTOL”.

A ideia da Embraer é produzir uma aeronave acessível, mas ainda não definiu valores para a sua operação no mercado. Segundo a empresa, o foco é priorizar a confiabilidade, os baixos custos de operação, menos ruído (para não alimentar a poluição sonora das cidades) e o funcionamento 100% elétrico.

Em termos de segurança, a empresa diz que aplicou sistemas de redundância similares aos de aeronaves — se um equipamento falhar, o outro entra imediatamente em operação. Na propulsão, é usado um sistema de oito rotores, o que, sempre de acordo com a fabricante brasileira, emite baixos ruídos. Em comunicado, Mark Moore, diretor de engenharia de aviação da Uber, afirmou que “está ansioso em continuar colaborando com a Embraer para desenvolver um veículo aéreo de compartilhamento silencioso, sustentável e seguro”.

A Embraer aposta alto nos veículos aéreos como novos protagonistas na mobilidade urbana. A empresa diz que está comprometida com o desenvolvimento de diversas outras soluções sob medida para o ecossistema aéreo urbano, incluindo a nova plataforma de negócios Beacon, projetada para promover a colaboração e sincronizar empresas e profissionais de serviços de aviação, para manter as aeronaves voando.

Além disso, em parceria com controladores de tráfego aéreo, acadêmicos, pilotos e especialistas do setor, a EmbraerX propôs recentemente um projeto de tráfego aéreo urbano para permitir que mais aeronaves operem em ambientes urbanos.