Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019

Porto Alegre
Porto Alegre
32°
Fair

Brasil O ministro da Educação diz não querer gente chata e de esquerda em seu Twitter

Na avaliação do ministro, é preferível dar autonomia às universidades porque isso traria benefícios concretos "muito maiores" do que a cobrança de quem tem recursos. (Foto: Divulgação)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, desabafou no Twitter com uma sequência de mensagens dizendo não querer, “ao contrário do Congresso, gente chata e de esquerda” comentando em sua conta pessoal. “Caso contrário bloqueio”. “Esse é meu Twitter e ao contrário do Congresso [local do debate], aqui não quero gente chata e de esquerda [sim, há exceções]. Pode ser chato [Constantan e “isentinho”] ou petezinho [mas tem que ser engraçado].

Weintraub foi alvo de críticas após postagem do dia anterior em que ironizava episódio do avião da FAB (Força Aérea Brasileira) encontrado com 39 quilos de cocaína. “No passado o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?”, postou.

“Sou bem-humorado, porém, não faço piada com dinheiro suado do pagador de impostos. Não estou aqui para ganhar dinheiro ou arrumar emprego em faculdade privada com a qual interagir como ministro; estou aqui para arrumar o ‘belo trabalho que o PT fez'”, continuou na sequência desta sexta-feira (28).

Ele afirmou ainda que “esse é meu Twitter, caso queiram informação institucional, sigam o do MEC [Ministério da Educação]”. E concluiu: “Ninguém é obrigado a me seguir ou ver o que escrevo, tem o link do MEC para isso; tenho vida fora do trabalho”. Na rede social, as reações foram diversas. Houve quem defendesse a informalidade do ministro, mas muitos comentários classificaram as mensagens de “chilique”, “absurdos” e apontaram o fato de ele ser um ministro de Estado, e não mais apenas o “professor Abraham”.

Desculpas

Abraham Weintraub virou alvo de duras críticas no Twitter na quinta-feira (27) por causa de sua publicação em que cita os ex-presidentes Lula e Dilma (ambos do PT). Candidato à Presidência derrotado em 2018, João Amoêdo (Novo) reagiu. “Ministro, não tenha compromisso com o erro, peça desculpas”, escreveu. “Vamos trabalhar pela educação e pelos brasileiros, com a postura que se espera de um ministro de Estado”.

Nome da Rede para o Planalto em 2018, Marina Silva escreveu que “o Brasil precisa de mais educação e não menos. É lamentável o Ministro da Educação brincar com um episódio grave, que já prejudicou a imagem do país no exterior, às vésperas do G-20. Basta de falta de educação!”. Parlamentares e adeptos de partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro, e também de siglas como Cidadania e Novo também se manifestaram em tom crítico à publicação de Weintraub.

“É com esse tipo de coisa que o Ministro da Educação tem gastado seu tempo. Sinceramente. Não é este o posicionamento que a gente espera”, escreveu o deputado estadual Daniel José (Novo-SP). Para o presidente do Cidadania, Roberto Freire, há no governo “uma disputa entre os que mais boçalidades fazem ou dizem. Ao comentar o episódio da apreensão de drogas pela polícia espanhola, em avião da FAB da Comitiva do Presidente da República o ministro da Educação pontificou na calhordice”.

 

Voltar Todas de Brasil

Compartilhe esta notícia:

A prisão do grupo do ministro do Turismo deixa Bolsonaro sob pressão
Quase cem funcionários do Google pedem que a organizadora da parada do Orgulho Gay de São Francisco exclua sua empregadora da comemoração
Deixe seu comentário
Pode te interessar