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Pesquisador que encontrou vértebra de Titanossauro vive agora a expectativa de achar o crânio

O fóssil foi encontrado na cidade de Uchoa há um mês. (Foto: Reprodução)

Depois de encontrar a vértebra de um dinossauro na região rural de Uchoa, interior de SP, o biólogo Leonardo Paschoa afirma que sonha em achar a peça mais importante deste “quebra-cabeça pré-histórico”: o crânio do Titanossauro.

“Agora quero encontrar o crânio, que é o sonho de todo pesquisador. É a parte mais buscada por ser fácil a identificação de novas espécies”, afirma em entrevista ao G1.

O Titanossauro é a espécie mais comum encontrada na região de Uchoa, onde até um museu foi criado para receber os fósseis encontrados. De 600 peças de fósseis que fazem parte da coleção, pelo menos 300 são da mesma espécie.

Em entrevista, o biólogo contou que por mais que tenham 300 fósseis, ainda falta o crânio e parte da bacia do animal para encontrar.

Além do Titanossauro, o museu conta com outras três espécies, que são carnívoras, o Thanos Simonattoi, Megaraptora e Maniraptora.

“Ele é mais comum na região, não em outros locais. Ele era herbívoro, então, a região na época deveria ter muita mata, uma floresta muito densa”, diz.

Uma das descobertas mais recentes foi a de uma nova espécie de dinossauro, batizada de Thanos Simonattoi.

Thanatos é um termo grego que personifica a morte e que também dá nome ao vilão Thanos, da franquia de quadrinhos Marvel. Já Simonattoi é uma homenagem ao sitiante Sérgio Simonatto, que ajudou a encontrar o fóssil.

Essa descoberta foi divulgada em dezembro do ano passado. Segundo os pesquisadores, Thanos Simonattoi tinha cerca de 5 metros de comprimento e disputava com outros carnívoros o topo da cadeia alimentar na região de Ibirá há 80 milhões de anos.

A descoberta consiste na primeira espécie descrita para a região de Ibirá e também de dinossauro carnívoro conhecida para o cretáceo da região sudeste.

Titanossauro

O titanossauro já é um velho conhecido dos paleontólogos. Eles viveram na região no período Cretáceo, entre 140 e 66 milhões de anos atrás, e deixaram vários restos fósseis para serem descobertos. O museu de Uchoa reúne mais de 200 peças, incluindo vértebras e partes do braço da espécie.

O gênero é conhecido por levar dieta herbívora e ter um pescoço gigantesco. Acredita-se que esses dinos andavam sobre quatro patas e mediam entre 12 e 20 metros de comprimento. Seu peso podia chegar a 12 toneladas – duas vezes mais que um elefante africano. O nome “titanossauro” vem justamente dos gigantes titãs da mitologia grega.

Os titanossauros foram descobertos na Índia, em 1877, mas logo foram encontrados também no Brasil. A região próxima de Uchoa é famosa por abrigar ossos desses gigantes. Em 2017, parte do fêmur do dinossauro foi encontrado por acidente na zona rural de Jaci, a 42 quilômetros de Uchoa. A relíquia foi achada no chão, em um terreno que havia sido revirado para se tornar um loteamento de chácaras.