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Professor que ajudou alunos em atentado de Charqueadas comenta situação em programa de TV

O crime ocorreu no Instituto Estadual de Educação Assis Chateaubriand. (Foto: Reprodução/Facebook)

O professor de Educação Física Juliano Mantovani, que ajudou os alunos no ataque à escola de Charqueadas, Região Metropolitana de Porto Alegre, esteve presente nesta sexta-feira (23) no programa Encontro com Fátima Bernardes para falar sobre o caso.

O fato aconteceu nesta quarta-feira (21) quando um adolescente invadiu o Instituto Estadual de Educação Assis Chateaubriand e atacou quatro alunos com um machado, além de tentar colocar fogo em uma das salas de aula.

O caso não foi pior porque Mantovani conseguiu tirar da mão do adolescente o machado e também uma garrafa com combustível. De acordo com o professor, ele sentiu que havia algo estranho na escola, pois escutou gritos de crianças e estouro.

“Eu pensei que fosse um curto-circuito, mas aí eu visualizei o rapaz na porta da escola. Ele começou a aplicar golpes nas crianças com uma machadinha e não deixava elas passarem na porta da sala. Eu tenho duas filhas, de três e seis anos, e na mesma hora me pareceu que eram elas que estavam gritando. A única ação que me passou (na cabeça) naquele momento foi desarmá-lo”, comentou o professor.

Segundo o docente, o barulho aconteceu após a explosão de um coquetel molotov. Mantovani contou que tinha levado os alunos até a quadra externa, mas teve que voltar até o interior da instituição pois havia esquecido alguns materiais. No momento que estava retornando à escola, escutou os barulhos.

“Dava para ver na ação dele, quando ele aplicativa os golpes, que ele não tinha só fúria, mas estava muito assustado, muito perturbado. Quando ele caiu, ele me olhou, mas não tentou contra-atacar. Ele decidiu fugir. Eu fui atrás dele, mas perdi na velocidade. Quando ele pulou o portão da escola, eu fui para pular também, mas aí tive que fazer uma escolha: persegui-lo ou voltar para ajudar os alunos. E eu aí voltei” relatou. O professor será homenageado pelo Governo do Rio Grande do Sul pelo ato.

Mantovani já deu aulas para o adolescente, que é ex-aluno da escola. “O período em que ele foi meu aluno, foi pouco tempo, de nove meses a um ano, e ele até era um aluno quieto, mas participava, fazia as atividades físicas”, destacou o professor no programa.

O jovem foi apresentado na polícia e depois encaminhado provisoriamente para uma unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase).

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