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Sem a presença de Neymar, a Seleção Brasileira tem prejuízo técnico, mas com um clima de leveza no ar

Neymar e seu pai, que gerencia sua carreira, reconquistaram a confiança da diretoria do Barcelona. (Foto: Reprodução/Instagram @neymarjr)

Confrontado com uma acusação de estupro que emergiu às vésperas da Copa América, Neymar ainda tentou permanecer na Seleção Brasileira até se lesionar e ser cortado. Atualmente, com o Brasil classificado para a final do torneio, é difícil disfarçar a sensação de que, se o time de Tite não se transforma em uma equipe mais forte sem seu melhor jogador, ao menos nesta Copa América o ambiente ficou mais leve.

Antes do corte, todos os debates em torno da seleção eram sobre o dia em que o camisa 10 deixaria a concentração para prestar depoimento, quando a próxima viatura policial chegaria à Granja Comary para notificar o atacante de alguma etapa do processo, como a torcida reagiria caso o desempenho em campo não correspondesse às expectativas.

Ao mesmo tempo, a cada entrevista coletiva os jogadores eram obrigados a responder sobre o jogador do PSG. Da competição em si, praticamente não se falava.

“Neymar é imprescindível à seleção. Insubstituível, não”, disse Tite, em uma entrevista dominada pelo tema Neymar a dez dias da estreia.

“Nós nos preocupamos em buscar assessoria jurídica”, esclareceu Edu Gaspar, coordenador de seleções. Sem o atacante, o futebol voltou ao centro do palco e cada jogador pôde, enfim, se expressar.

Dani Alves

Ainda havia dúvida sobre quem era o herdeiro do papel de referência técnica da seleção na ausência de Neymar. Philippe Coutinho era o favorito após o corte do atacante do PSG, mas quem assumiu a missão foi Daniel Alves. A atuação de gala contra a Argentina, na semifinal da Copa América, terça-feira (2), escancarou o que os números reforçam: o 10 da seleção no torneio, em termos simbólicos, joga na lateral.

Daniel Alves é quem mais acerta passes, quem melhor vira o jogo, quem mais tem a posse da bola. É quem mais desarma, é o terceiro melhor driblador e o terceiro melhor lançador da seleção de Tite. O técnico vê nele o porto seguro que, em alguns momentos, faltou na Copa do Mundo da Rússia — competição que o lateral perdeu por conta de uma lesão perto da convocação, ano passado. E confia nele para liderar a equipe na final de domingo (7) no Maracanã.

“Essa capacidade psicológica de superação, aliada à parte física e à qualidade técnica, fazem dele um jogador impressionante”, afirmou Tite. “Fico muito feliz pela naturalidade que ele tem. Daniel é do bem. Que bom que podemos ter essas características”, continuou.

Pouco antes da Copa América, nos amistosos contra Qatar e Honduras, com a faixa de capitão no braço, ele já mostrava o que estava disposto a oferecer nesse retorno à seleção. Suas boas atuações fizeram Tite lhe dar mais liberdade para atacar, inclusive caindo pelo meio, como um legítimo 10. Foi tabelando com os jogadores na faixa central do campo que Daniel Alves marcou golaço sobre o Peru. Foi na meia cancha que deu lençol e drible para iniciar a jogada do primeiro gol sobre a Argentina.

Aos 36 anos, o lateral está sem clube. Anunciou a saída do PSG após duas temporadas e deve definir seu futuro depois da Copa América. Multicampeão na Espanha, na Itália e na França, sua prioridade é uma transferência para a Inglaterra, onde ainda não brilhou.

 

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