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Travessa dos Venezianos ganha cinema de rua no próximo domingo

(Foto: Reprodução)

A curadoria de cinema independente LORA, apresenta dois filmes direcionados para o tema do orgulho negro
O Cine Travessa é mais uma intervenção urbana do coletivo LORA, projeto que explora as dimensões arquitetônicas da cidade, através de exibição de filmes independentes em pontos turísticos. O evento, que acontece no dia 16 de junho, apresentará dois curtas-metragens, Cor de Pele (2018) e Kbela (2015), a partir das 18h30, na Travessa dos Venezianos.
O projeto nasceu em parceria com os estabelecimentos locais, com o intuito de apresentar conteúdo de cultura e conhecimento na Travessa dos Venezianos, ponto turístico em Porto Alegre. A ideia é revitalizar o espaço público por meio de um evento que respeita e valoriza o patrimônio histórico e evidencia o seu potencial para a comunidade. “Pensamos no formato de cinema na rua como ressignificação das dimensões arquitetônicas urbanas, tendo como modelo o Cine Escadaria, evento que aconteceu no Viaduto da Borges”, comenta a idealizadora, Manuela Fetter Nicoletti. “A proposta é resgatar o papel do cinema como agente socializador, político e de imersão para diferentes contextos e realidades, promovendo ações que despertem o pensamento crítico, o debate e o aprendizado através da interação com um conteúdo independente”.
Os filmes foram selecionados a partir de uma pesquisa sobre a história da Travessa dos Venezianos. Tendo em vista que a região possui uma herança africana, por ter sido lar de ex-escravos no final do sec. XIX, a curadoria foi direcionada para o tema do orgulho negro. Dois curtas-metragens serão exibidos durante o Cine Travessa:
Kbela (2015). Uma experiência audiovisual realizada de forma colaborativa por mulheres negras sobre mulheres negras. Seja através do cinema ou através dos cabelos, essas mulheres têm em comum a busca por novas possibilidades para narrar suas histórias em diferentes campos onde machismo e racismo são obstáculos a serem superados.
Cor de Pele (2018). Um documentário sensível sobre a vida de Kauan, um menino albino de 11 anos. Nascido com pais negros, Kauan descreve de forma lúdica e espontânea a rotina com sua família atípica, pois ele tem cinco irmãos: dois albinos e três negros. Mesmo com todas as limitações de sua condição, ele quebra barreiras e se insere na abundante cultura negra local de sua cidade natal. O filme foi escolhido por tratar sobre a questão das cores em uma perspectiva leve e mesmo assim de profundo impacto, além de esteticamente harmonizar com o ambiente da Travessa.

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