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Economia Balança comercial brasileira bate recorde para o mês de março

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Exportações do País superaram as importações em R$ 7,4 bilhões, melhor valor da história no mês.

Foto: Reprodução
Salto foi de US$ 803 milhões para US$ 1,1 bilhão na comparação com mesmo período do ano passado. (Foto: Reprodução)

A balança comercial registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em março deste ano, informou o Ministério da Economia nesta sexta-feira (1º). De acordo com o Ministério da Economia, esse foi o maior saldo comercial, para meses de março, desde o início da série histórica em 1989.

O resultado é de superávit quanto as exportações superam as importações. Quando acontece o contrário, isto é, as importações superam as vendas externas, o resultado é deficitário.

Ao todo, segundo o governo:

  • as exportações somaram US$ 29,1 bilhões;
  • as importações somaram US$ 21,8 bilhões.

Até então, o maior superávit para março havia sido registrado em 2021 (+US$ 6,5 bilhões). Na comparação com o ano passado, o saldo positivo avançou 19,3%.

Guerra na Ucrânia

O resultado foi registrado em meio à guerra na Ucrânia, que começou no final de fevereiro. O conflito tem restringido o comércio de alguns produtos, mas, ao mesmo tempo, também elevou o preço de itens básicos, como petróleo e alimentos – beneficiando exportadores brasileiros e atraindo recursos ao País.

De acordo com dados do Ministério da Economia, houve um aumento das exportações de 54% para a Rússia em março, e uma alta nas compras, daquele país, de 71% no mês passado.

Segundo o governo, o Brasil seguiu comprando fertilizantes da Rússia no mês passado, no valor de US$ 455 milhões, assim como também efetuou aquisições do produto da China (US$ 183 milhões), do Canadá (US$ 167 milhões) e da Nigéria (US$ 123 milhões).

Por outro lado, as vendas externas para a Ucrânia, assim como as importações do país, registraram forte queda de, respectivamente, 59% e 49% em março.

“O comércio com a Ucrânia é muito pequeno, a pauta é muito calcada em alimentos. São produtos que facilmente podem ser colocados em outros mercados, ou deixar de serem embarcados em um momento para serem embarcado em momento posterior”, declarou o subsecretário de Inteligência e Estatística da Secretaria de Comércio Exterior, Herlon Brandão.

Segundo ele, ainda não é possível precisar se a guerra na Ucrânia teve efeito no comércio mundial.

“Quanto às movimentações de trocas, ainda não tenho informação porque a maioria dos países divulga com dois meses de defasagem esses dados”, concluiu.

Primeiro trimestre

Na parcial do primeiro trimestre, segundo dados oficiais, o saldo comercial positivo somou US$ 11,3 bilhões. Isso representa um aumento de 37,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o superávit somou US$ 8,09 bilhões.

Esse também foi o maior saldo positivo para o intervalo de janeiro a março desde 2017 (+US$ 13 bilhões).

Nos três primeiros meses do ano, as vendas externas somaram US$ 71,3 bilhões – aumento de 26,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já as compras do exterior totalizaram US$ 60,4 bilhões — crescimento de 25%.

Exportações e importações em março

De acordo com o governo, as exportações pela média diária registraram alta de 25% em março na comparação com o mesmo período do ano passado, batendo recorde para meses de março.

Já as compras do exterior avançaram 27,1% nesta comparação.

No caso das vendas externas, houve aumento de 36,8% nas vendas da agropecuária, queda de 2,4% da indústria extrativa e aumento de 35,2% da indústria de transformação em março.

Os principais destinos das exportações em março foram:

  • China, Hong Kong e Macau (+13,1%, para US$ 9,3 bilhões);
  • União Europeia (+37,5%, para US$ 4,4 bilhões);
  • Estados Unidos (+26,5%, para US$ 2,9 bilhões);
  • Argentina (+14,5%, para US$ 1,2 bilhão).

As importações, por sua vez, tiveram alta no setor agropecuário (+21%), aumento de 94,9% nas aquisições da indústria extrativa e crescimento de 25,2% nas compras do exterior da indústria de transformação em março.

Previsão para 2022

O Ministério da Economia também subiu de US$ 79,4 bilhões para US$ 111,6 bilhões a previsão para o superávit comercial neste ano.

Se confirmado, será o primeiro saldo positivo acima de US$ 100 bilhões em um ano fechado, o que configurará, também, novo recorde. A série histórica tem início em 1989. Até então, o maior saldo foi registrado em 2021 (US$ 61,4 bilhões).

A expectativa do governo é de que as exportações somem US$ 348,8 bilhões em 2022, com alta de 24,2% na comparação com o ano passado (US$ 280,8 bilhões), e que as compras do exterior somem US$ 237,2 bilhões neste ano – com alta de 8,1% contra 2021 (US$ 219,4 bilhões).

Fertilizantes

O principal receio de analistas e do governo é de que as tensões na Europa gerem problemas para a compra de fertilizantes, ferramenta usada pelos agricultores para aumentar a produtividade do solo.

Fontes graduadas do governo brasileiro foram informadas no começo de março que a venda do produto, de Belarus ao Brasil, foi interrompida. O país fornece 6,1% do produto utilizado pelo agronegócio brasileiro. O principal fornecedor do produto para o Brasil é a Rússia, com mais de 20%.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou no começo do mês passado que não há risco de desabastecimento de fertilizantes para a safra atual brasileira e que busca alternativas para a safra que se iniciará em setembro.

Segundo ela, o ministério estuda três alternativas: diversificar a importação; utilizar menos fertilizantes — a intenção é contar com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para ir a campo e ensinar aos produtores métodos de produção com menor uso de fertilizantes; e agilizar o fluxo de entrada dos fertilizantes nos portos.

O governo federal apresentou em meados de março um Plano Nacional de Fertilizantes para o país. O documento lista uma série de medidas pensadas para aumentar a produção até 2050 e reduzir a dependência do mercado externo.

Apesar da necessidade de garantir fertilizantes para a safra do segundo semestre, o plano apresentado nesta sexta se concentra em medidas de médio e longo prazos.

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