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Política Caixa terá que pagar 10 milhões de reais por práticas de assédio sexual e moral

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Obrigação faz parte de acordo firmado com o Ministério Público por atos praticados pelo então presidente da instituição, Pedro Guimarães

Foto: Reprodução de TV
Obrigação faz parte de acordo firmado com o Ministério Público por atos praticados pelo então presidente da instituição, Pedro Guimarães. (Foto: Reprodução de TV)

A Caixa Econômica Federal terá de pagar R$ 10 milhões, a título de dano moral coletivo, por tolerar práticas de assédio sexual e moral dentro do banco. O valor será revertido a instituições sem fins lucrativos.

A obrigação faz parte de acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho no DF em processo aberto após relatos de comportamento abusivo praticado pelo então presidente da instituição Pedro Guimarães. Após as denúncias, ele foi demitido.

O acordo foi homologado pela Justiça do Trabalho, informou o MPT-DF nesta quinta-feira (27). O acordo foi assinado em 27 de março. O acordo firmado com a Caixa encerra o caso em relação ao banco. Já o processo sobre a responsabilização individual do ex-presidente continua em andamento, sob sigilo de Justiça.

Obrigações da Caixa

Além do pagamento de dano moral coletivo, o acordo prevê que a empresa terá que cumprir obrigações, entre elas:

  • implementar, em 90 dias, uma “Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral”, garantindo, entre outros itens, canais de denúncias seguros, que resguardem o anonimato, o sigilo e a privacidade dos denunciantes e tempo recorde para resolução dos casos. Os prazos fixados são de 30 dias para análise das denúncias e apuração de, no máximo, 180 dias;
  • divulgar no portal da transparência da empresa a quantidade de denúncias recebidas envolvendo assédio sexual, assédio moral e discriminação;
  • realizar auditorias externas para “identificar riscos, monitorar e avaliar ações de prevenção e enfrentamento ao assédio”;
  • está proibido qualquer ato de retaliação, coação ou constrangimento contra os empregados que denunciarem ou testemunharem casos de assédio na instituição.

Há previsão de multa de R$ 5 mil por descumprimento, multiplicada pelo número de irregularidades identificadas.

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Adroaldo Mousquer
27 de abril de 2023 22:53

A caixa não. NÓS vamos pagar a orgia feita pelos “chefes”. E os responsáveis? Não há punição, os punidos somos nós. Vamos pagar a festa de meia dúzia. Putaria cara nao é?

Vanderlei Ochoa
28 de abril de 2023 00:05

O tarado bolsonarista assedia , e a empresa é quem paga o PATO. Que barbaridade essa marginalha bolso-terrorista-golpista -assesiadora…

Felix Etchegaray
28 de abril de 2023 01:36

Esse merda por que não está preso??

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