Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de fevereiro de 2016
Em apenas 12 dias, a Justiça argentina decidiu processar sete funcionários do alto escalão do governo de Cristina Kirchner. Desde 5 de fevereiro, foram abertos contra kirchneristas importantes cinco processos – três deles pelo mesmo juiz, Claudio Bonadio. No dia 16, foi instaurado o mais recente, contra o ex-chefe de gabinete da Presidência Aníbal Fernández e os antigos ministros de Saúde Juan Manzur e Daniel Gollán. Também já respondem à Justiça Amado Boudou (vice-presidente de Cristina), Guillermo Moreno (ex-secretário de Comércio Interior), Alejandro Vanoli (ex-presidente do Banco Central) e José Sbattella (ex-chefe da Unidade de Informação Financeira).
A aceleração do andamento de processos contra kirchneristas, após Cristina deixar o poder, é vista como um problema do judiciário argentino pelo advogado Daniel Sabsay, professor da Universidade de Buenos Aires. “Lamentavelmente, isso [ações após mudança de governo] costuma ocorrer no país. É um sintoma de que a Justiça não faz seu dever de controlar os que estão no poder”, disse. Até o jornal Clarín estranhou a velocidade do Judiciário. Uma reportagem publicada em seu site afirma que “os caprichos da política não deveriam ter nenhuma influência sobre ela [Justiça], mas uma revisão nos processos contra ex-funcionários kirchneristas.
Os comentários estão desativados.