Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de julho de 2015
Você mantém atualizado o software de segurança do seu carro? Esse tipo de antivírus ainda não existe, mas pode se tornar realidade em breve, já que os automóveis se tornaram sujeitos a ataques via internet.
A revista Wired publicou uma reportagem em que relata como serviu de cobaia para que dois hackers demonstrassem vulnerabilidades de um Jeep Cherokee. O jornalista da publicação dirigiu o carro por uma estrada de St. Louis, nos Estados Unidos, enquanto a dupla tomava o controle dele, em uma casa a 16 quilômetros de distância, por meio do celular. No começo, o ataque não parecia grande coisa. Os hackers ligaram o ar-condicionado no máximo, colocaram o rádio em uma estação de hip-hop no último volume e acionaram os limpadores de para-brisa. O repórter só ficou assustado quando os hackers desligaram a transmissão do carro, que foi perdendo velocidade até parar. Depois de conseguir ligar o veículo de novo, o jornalista teve uma demonstração de como é possível desabilitar os freios remotamente, e o jipe acabou preso em uma vala próxima da pista.
O carro conectado é a grande aposta atual da indústria automobilística. Mas a integração à internet cria riscos que não existiam antes. Nos EUA, os carros da Chrysler têm um sistema chamado Uconnect, que controla os dispositivos de entretenimento e usa um chip da operadora Sprint. Os dois hackers conectaram um celular da Sprint ao notebook e conseguiram, remotamente, modificar o software do Uconnect do jipe, para ganhar acesso, via sistema de entretenimento, a componentes físicos como motor e volante.
Os carros da montadora no Brasil não estão sujeitos à falha. O desenvolvimento de carros autônomos, que não precisam de motorista, faz com que a segurança digital ganhe relevância ainda maior. Criminosos virtuais podem atacar a linha de produção de uma indústria, fazendo, por exemplo, com que máquinas sofram superaquecimento sem que isso apareça nos mostradores de temperatura. Ou podem fazer com que um avião perca altitude sem que a tripulação perceba. Ou que as turbinas de uma hidrelétrica sejam danificadas e saiam de operação. (Renato Cruz/AE)
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