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Economia Empresas aéreas cobram até R$1.000 para transportar mala de 23kg em voo internacional

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Uma onda de infecções novas em muitas partes do mundo induziu algumas nações a readotar algumas restrições de viagem. (Foto: Reprodução)

Companhias aéreas cobram até R$ 533 para o despacho de uma mala 23 kg em voos internacionais a partir do Brasil. O preço é só para um trecho da viagem. Se for ida e volta, é o dobro, ou seja, R$ 1.066. Pelo menos dez empresas já cobram o transporte de malas em viagens ao exterior. As informações são do portal de notícias UOL.

O valor mais alto é cobrado pela espanhola Air Europa, que tem voos de Madri (Espanha) para São Paulo (SP), Salvador (BA) e Recife (PE). As passagens na tarifa “Lite” permitem apenas o transporte gratuito de uma bagagem de mão de até 10 kg.

Caso o passageiro queira adquirir o direito de despachar uma mala de até 23 kg, é necessário pagar 100 euros (R$ 444) se o pagamento for feito online no site da companhia aérea. Se a compra do serviço for feita somente no momento do check-in no aeroporto, o valor sobe para 120 euros (R$ 533).

Esses preços são só de ida. Se incluir a volta, os valores dobram. Isso representa quase metade do preço de uma passagem ida e volta São Paulo-Milão, em outubro deste ano, pela Air Europa (R$ 2.356).

Resolução da Anac

A cobrança de bagagem em voo foi liberada em junho de 2017, quando entrou em vigor uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que acabou com a franquia obrigatória de bagagem. Até então, todos os passageiros tinham direito ao transporte de até duas malas de 32 kg cada. A portuguesa TAP foi a primeira companhia aérea com operações no Brasil a cobrar pelo transporte de bagagem em voos para a Europa.

A nova taxa passou a ser cobrada dos passageiros que compraram passagens a partir de 1º de agosto de 2017 na classe tarifária mais barata da companhia, chamada de “Discount”. Atualmente, a empresa cobra US$ 92 (R$ 362) para pagamento online ou US$ 120 (R$ 472) no aeroporto para uma mala de até 23 kg.

Mesmo companhias que ainda permitem o despacho de bagagem sem custo adicional também reduziram o limite máximo de malas ou peso que o passageiro pode transportar. Na maioria das empresas que operam no Brasil, o máximo permitido varia entre uma ou duas malas de até 23 kg, e não mais os 32 kg anteriores.

Quando a medida entrou em vigor, as companhias aéreas chegaram a afirmar que a medida ajudaria a reduzir o preço das passagens. Após quase dois anos, no entanto, não houve mudanças significativas no valor dos bilhetes aéreos. A justificativa das companhias é que os principais custos estão atrelados ao dólar e ao preço do petróleo, que registraram alta no mesmo período.

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