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Mundo A Apple mostra quais são os aplicativos que mais rastreiam os usuários

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O recurso foi lançado no início deste mês. (Foto: Divulgação/Apple)

A Apple divulgou seus “rótulos nutricionais” para os aplicativos disponíveis na App Store. O recurso foi lançado no início deste mês e tem como objetivo promover mais transparência para que os usuários estejam cientes sobre como seus dados estão sendo coletados.

A primeira conclusão ao analisar a tabela é que os aplicativos de redes sociais coletam mais dados que os de mensagens. O Messenger e o WhatsApp, ambos produtos do Facebook, estão entre os que mais extraem informações dos usuários. Vale lembrar que a empresa de Zuckerberg já havia demonstrado sua insatisfação com a Apple quando o recurso foi anunciado.

Essa, aliás, não é a única briga entre as duas companhias: nos últimos dias, a gigante das redes sociais publicou dois anúncios de página inteira nos principais jornais dos EUA atacando a fabricante do iPhone por causa de outro recurso de privacidade — em breve, o iOS 14 vai perguntar aos usuários se eles querem que sua atividade em aplicativos e sites de terceiros seja rastreada.

Os aplicativos da própria Apple não aparecem com os rótulos na App Store porque eles já vêm pré-instalados nos dispositivos da marca. No entanto, é possível encontrar as mesmas informações sobre o uso de dados por essas ferramentas no site da empresa.

Na tabela, as informações coletadas pelos aplicativos são classificadas em três tipos:

1) Dados ligados a você: Corresponde às informações atreladas à identidade do usuário a partir de seu dispositivo, conta no aplicativo, ou outras fontes.

2) Dados usados para rastrear você: são dados que relacionam você ou seu dispositivo a aplicativos ou sites de empresas com o objetivo de direcionar ou mensurar anúncios.

3) Dados não ligados a você: refere-se a dados que não podem ser usados de nenhuma forma para identificar usuários.

Para fazer essa classificação, a Apple analisou diferentes tipos de dados que podem ser coletados, como compras, informações financeiras, localização, informações de contato, diagnósticos, histórico de buscas e navegação, saúde e fitness, entre outros.

A partir da tabela, ainda é difícil obter um diagnóstico detalhado sobre como nossos dados são tratados. Ainda assim, o recurso fornece uma visão mais clara sobre como ferramentas concorrentes lidam com a privacidade do usuário, podendo ser útil na hora de você escolher quais aplicativos instalar no seu dispositivo.

WhatsApp

Além de protestar contra as novas políticas de privacidade e informações coletadas, o mensageiro afirma que se trata de uma medida anticompetitiva. Ele alega que o iMessage, serviço de mensagens da Apple, não se enquadra nas novas regras por já vir pré-instalado nos iPhones. Assim, ele não precisa ser baixado diretamente pela App Store, na qual todos os demais aplicativos precisarão se realinhar de acordo com os futuros rótulos.

A justificativa do WhatsApp é que, pelo fato do iMessage não aparecer listado na App Store, os usuários não poderão visualizar como o aplicativo lida com os dados pessoais de cada um. Os chamados “rótulos nutricionais”, como a própria Apple vem chamando a atualização, também se aplicam aos apps proprietários da companhia, o que inclui o iMessage. Eles não ficarão na App Store, mas sim no site da Apple, segundo o Axios.

“Pensamos que os rótulos [de privacidade] devem ser consistentes tanto em aplicativos proprietários quanto de terceiros. Fornecer às pessoas informações que sejam fáceis de ler é um bom começo, mas acreditamos ser importante que elas possam comparar esses rótulos de ‘informação nutricional de privacidade’ tanto com os apps baixados quanto aqueles que vêm pré-instalados, como o iMessage”, disse o WhatsApp em um comunicado para o site Axios.

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