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Mundo A polícia britânica revistou um avião russo e agravou a tensão com Moscou

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Vladimir Putin com membros permanentes do Conselho de Segurança. (Foto: Kremlin)

Uma operação de busca da polícia britânica em um avião russo em um aeroporto londrino anunciada neste sábado (31), causou indignação na Rússia em plena crise diplomática entre os dois países.

“É comum para a Border Force efetuar revistas a bordo de aviões para proteger o Reino Unido contra o crime organizado e quem tenta passar com substâncias nocivas como drogas ou armas ao país”, declarou o secretário de Estado de segurança, Ben Wallace. “Uma vez realizados os controles, o avião foi autorizado a prosseguir sua viagem”, acrescentou em comunicado.

A embaixada da Rússia em Londres havia denunciado na sexta-feira a revista, por parte das autoridades britânicas, de uma aeronave da companhia russa Aeroflot, que ia de Moscou para Londres, e chamou o ato de “violação das normas em vigor”.

Para a embaixada, o caso foi uma “nova e flagrante provocação das autoridades britânicas”, reflexo da “política hostil” de Londres em relação à Rússia.

A revista ocorre em um contexto de grande tensão entre Moscou e Londres juntamente com países ocidentais em razão do envenenamento, com um agente neurotóxico de concepção militar soviético, do ex-espião russo Sergei Skripal, e de sua filha Yulia, na Inglaterra no começo de março.

Míssil

Militares russos disseram que testaram com sucesso o seu mais recente míssil balístico intercontinental. O Ministério de Defesa afirmou que o lançamento da sexta-feira (30), em Plesetsk, no norte do país, testou a potência do míssil Sarmat em seus primeiros estágios de voo.

O Sarmat (SS-X-30 Satan-2, segundo a Otan) supera os mísseis antecessores em termos de alcance e número de ogivas nucleares, já que pode portar de 10 a 15 delas.

No início do mês, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou novas armas nucleares, incluindo um míssil de cruzeiro e um drone submarino, ambos de propulsão nuclear, que seriam imunes aos sistemas de detecção inimigos.

Durante seu discurso sobre o estado da nação, o dirigente explicou que o míssil – testado em 2017 pela primeira vez – tem “alcance praticamente ilimitado”, chega a uma grande velocidade e pode entrar em qualquer sistema antimísseis, transformando o escudo americano em algo “inútil”. “Ninguém no mundo tem algo igual por enquanto. É algo fantástico”, disse Putin.

Corrida armamentista

O Kremlin negou, no início de março, que tenha intenção de reativar uma “corrida armamentista” com os EUA, um dia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, apresentou novas armas nucleares do país.

“A Rússia não tem intenção de iniciar uma corrida armamentista”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, quem negou as acusações de Washington. Os EUA afirmaram que Moscou está violando suas obrigações internacionais com o desenvolvimento dessas novas armas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente americano, Donald Trump, expressaram preocupação com a situação. “A chanceler e o presidente estão preocupados com as últimas declarações do líder russo Putin sobre o desenvolvimento de armas e suas consequências nos esforços de controle internacional de sistemas de armamentos”, afirmou um comunicado divulgado pelo governo alemão.

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