Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2023
Uma advogada do Rio de Janeiro morreu após sofrer uma parada cardíaca em um voo para os Estados Unidos na última sexta-feira (21), onde participaria de um evento sobre empreendedorismo. Familiares buscam recursos para trazer o corpo de volta ao Brasil.
Sara Silva Raimundo tinha 32 anos e morava em Paciência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela se formou na faculdade de direito da UFRJ e tinha embarcado para os EUA para participar de um evento sobre empreendedorismo.
A advogada passou mal durante o voo. A aeronave chegou a fazer um pouso de emergência e Sara foi levada para um hospital perto do aeroporto, mas não resistiu.
“A Sara desmaiou, tinha um médico entre os passageiros, ele fez massagem no peito dela, ela não respondeu. Ficou desacordada, o coração parou de bombear sangue. Fizeram um pouso de emergência em New Orleans”, afirmou Gilmar Bueno, sócio de Sara.
Os gastos com o traslado, além dos serviços funerários, devem ultrapassar os R$ 100 mil. Familiares e amigos tentam custear estes gastos.
“A nossa maior preocupação nesse momento é a burocracia entre um país e outro e que possam demorar”, disse Nathalia Belmiro, amiga de Sara.
A amiga da advogada pede que as autoridades tratem o caso com celeridade, para que a família e os amigos possam se despedir da jovem.
Sara é fundadora e sócia de uma empresa focada no direito dos consumidores e que também ajuda pessoas de baixa renda.
“A Sara abalou as estruturas e deixou a sua marca no mundo, como ela queria imprimir. A gente perde uma grande referência para todos nós”, destacou Nathalia Belmiro.
Gilmar, que está nos EUA como representante da família, explicou que precisa de ajuda financeira para trazer o corpo de Sara de volta ao Brasil. “Tem uma arrecadação voluntária minha e de vários outros amigos da Sara para arcar com todos os custos. É muito caro ter um falecimento no meio de um voo. O corpo está no Estados Unidos e e esse processo de levar de volta para o Brasil é muito caro. Além do PIX para a irmã da Sara, vamos criar uma vaquinha online também. Quem puder contribuir, eu vou agradecer imensamente”.
“Sara era uma mulher, negra, periférica, órfã de mãe, empreendedora, sonhadora, determinada e resiliente. Sara inspirou todos a sua volta. Eu vou ficar nos Estados Unidos até o corpo dela voltar ao Brasil e ter a passagem que ela merece. Sara era uma das coisas mais preciosas que eu tinha”, afirmou Gilmar. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal O Dia.
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