Segunda-feira, 06 de Julho de 2020

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Geral Ao menos cinco policiais norte-americanos foram baleados durante os protestos violentos

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Fogos de artifício são disparados atrás de policiais durante protesto em Minneapolis, EUA. (Foto: Lawrence Bryant/Reuters)

Ao menos cinco policiais norte-americanos foram baleados durante protestos violentos contra a morte de um homem negro sob custódia da polícia, disseram a polícia e a mídia, horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometer convocar os militares para deter os tumultos.

Trump exasperou a revolta na segunda-feira (1°) ao posar diante de uma igreja segurando uma Bíblia depois de agentes da lei usarem gás lacrimogêneo e balas de borracha para abrir caminho para ele ir ao local depois de se pronunciar no Jardim Rosado da Casa Branca.

Manifestantes incendiaram uma rua comercial de Los Angeles, saquearam lojas na cidade de Nova York e se chocaram com a polícia em St. Louis, no Missouri, onde quatro policiais foram hospitalizados com ferimentos não letais.

Policiais ainda estão recebendo tiros no centro, e compartilharemos mais informações assim que ficarem disponíveis”, disse a polícia de St. Louis no Twitter.

Um policial também foi baleado durante protestos na área da avenida Las Vegas Strip, relatou a agência de notícias AP citando a própria polícia. Outro agente se “envolveu em uma troca de tiros” na mesma área, disse a agência sem dar detalhes da troca de tiros ou da condição do agente. A polícia não quis falar à Reuters.

O governador de Nevada, Steve Sisolak, disse em um tuíte que seu escritório foi notificado sobre dois incidentes diferentes em Las Vegas. “O Estado está em contato com as forças da lei locais e continua a monitorar a situação”, disse.

Trump criticou o assassinato de George Floyd, afro-norte-americano de 46 anos que morreu depois que um policial o conteve apoiando um joelho em seu pescoço durante quase nove minutos em Minneapolis no dia 25 de maio, e prometeu justiça.

Mas como as marchas e as manifestações contra a brutalidade policial se tornaram violentas ao anoitecer em todos os dias da semana passada, ele disse que protestos legítimos não podem ser suplantados por uma “multidão raivosa”.

Prefeitos e governadores precisam estabelecer uma presença contundente das forças da lei até a violência ser contida. Se uma cidade ou Estado se recusar a adotar as ações que são necessárias para defender a vida e a propriedade de seus moradores, mobilizarei os militares dos Estados Unidos e resolverei o problema para eles rapidamente.”

Uma segunda autópsia solicitada pela família de Floyd e divulgada na segunda-feira revelou que sua morte foi um homicídio causado por “asfixia mecânica”, ou força física que interferiu com seu suprimento de oxigênio, e diz que três policiais contribuíram para sua morte.

Resposta de Trump é reprovada

A maioria dos norte-americanos simpatiza com os protestos que acontecem no país por causa da morte de George Floyd e reprova a resposta do presidente Donald Trump aos distúrbios, segundo pesquisa Reuters/Ipsos publicada nesta terça-feira.

A pesquisa conduzida entre segunda e terça-feira concluiu que 64% dos adultos norte-americanos tinham simpatia pelas pessoas que estavam protestando, enquanto 27% disseram que não e 9% não tinham certeza.

A pesquisa sublinha os riscos políticos para Trump, que adotou uma postura linha dura em relação aos protestos e ameaçou enviar tropas militares para reprimir manifestações violentas. O presidente republicano enfrentará o democrata Joe Biden nas eleições de novembro.

Mais de 55% dos norte-americanos dizem reprovar a condução de Trump nos protestos, incluindo 40% que disseram reprovar “fortemente”, enquanto apenas um terço disse que aprovou menos do que sua aprovação no cargo, de 39%, mostrou o estudo.

A pesquisa da Reuters/Ipsos sobre os protestos foi conduzida online por todos os EUA e reuniu respostas de 1.004 adultos. O estudo tem um intervalo de credibilidade uma medida de precisão de mais ou menos 4 pontos percentuais. As informações são da agência de notícias Reuters.

 

 

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