Sábado, 11 de Julho de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
14°
Light Rain

Mundo Após a morte de um negro, manifestantes voltam a ocupar as ruas dos Estados Unidos em protestos

Compartilhe esta notícia:

Viatura policial em chamas após protesto em Atlanta pela morte de George Floyd. (Foto: AP)

Cidades dos Estados Unidos registraram nesta sexta-feira (29) mais uma jornada de protestos em resposta à morte de George Floyd, o ex-segurança que morreu sob custódia de policiais em Minneapolis.

Houve tumulto e confronto com a polícia em diversas partes do país, e, na capital Washington, a Casa Branca foi momentaneamente trancada. Em Minneapolis, os protestos continuaram mesmo com o toque de recolher na cidade

Nesta tarde, o policial filmado com o joelho sobre o pescoço de Floyd foi detido e formalmente acusado de homicídio. Outros três policiais estão sob investigação.

A morte de Floyd, ocorrida na segunda-feira, reacendeu a discussão sobre violência policial e racismo e gerou manifestações nos EUA ao longo da semana, mesmo com as recomendações de distanciamento social por causa da pandemia do novo coronavírus.

Resumo dos protestos

-Em Atlanta, centenas de pessoas protestaram em frente à sede da emissora CNN, que teve um repórter preso na cobertura dos atos nesta tarde. Houve tumulto.

-Manifestantes marcharam em direção à Casa Branca, em Washington, sede do governo dos EUA.

-Em Minneapolis, os protestos continuam mesmo com toques de recolher impostos pelo prefeito e pelo governador a partir das 20h (horário local, 22h de Brasília).

-Novo protesto tomou uma praça em Nova York, cidade onde dezenas de pessoas foram presas após confronto com a polícia na quinta-feira.

-Também foram registrados atos na Flórida, no Novo México, no Colorado, em Ohio, no Texas, no Arizona, em Kentucky e em Nevada, segundo a agência Associated Press.

Casa Branca trancada

Na capital Washington, centenas de pessoas caminharam rumo à Casa Branca, sede do governo dos EUA e residência do presidente Donald Trump. Por isso, o local precisou ser trancado pelo serviço secreto por “precaução”, mas as restrições foram retiradas momentos depois.

Um grupo também tentou chegar ao Trump Hotel, empreendimento do magnata republicano na capital.

A cidade registrou tumulto entre manifestantes e policiais. Forças de segurança responderam com spray de pimenta durante os confrontos.

Tumulto em Atlanta

No início da noite, centenas de pessoas se aglomeraram em frente à sede da emissora CNN em um ato contra o racismo. Um repórter do canal foi detido enquanto cobria as manifestações nesta quinta.

O protesto começou pacífico, mas logo houve tumulto. Um grupo pichou o letreiro com a logo da emissora, e outros queimaram carros e entraram em confronto com as forças de segurança. Houve manifestantes que queimaram a bandeira dos EUA e pediram aos policiais que “deixassem seus empregos”.

A prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottons, pediu que as pessoas voltassem para casa. “Isso não é um protesto, não é o espírito de Martin Luther King, Jr.”, disse, em referência ao ícone da luta por direitos civis nos EUA.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Em ranking de 34 países, o Brasil ocupa a décima quinta posição em desempenho da economia
Presidente do Uruguai entra em quarentena por possível contágio de coronavírus
Deixe seu comentário
Pode te interessar