Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020

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Porto Alegre Após determinação judicial, invasores deixam condomínio na Zona Norte de Porto Alegre

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A Brigada Militar acompanhou a saída dos invasores do Residencial Sevilha

Foto: Divulgação
A Brigada Militar acompanhou a saída dos invasores do Residencial Sevilha. (Foto: Divulgação)

O grupo de pessoas que invadiu um condomínio inacabado no bairro Rubem Berta, na Zona Norte de Porto Alegre, deixou o local na tarde desta quinta-feira (02) após determinação da Justiça.

A desocupação, que foi acompanhada pela Brigada Militar, ocorreu de forma pacífica. O condomínio, localizado na avenida João Ferreira Jardim, 368, havia sido invadido na manhã de sábado (27) por centenas de pessoas que não são as compradoras dos apartamentos.

A reintegração de posse foi determinada pela 24ª Vara Federal de Porto Alegre, após ação ajuizada pela Caixa Econômica Federal, na condição de credora hipotecária e possuidora do canteiro de obras – retomado para finalização da construção do empreendimento –, em conjunto com a Associação dos Adquirentes de Imóveis do Empreendimento Residencial Sevilha Triana.

Um advogado que representa os invasores recorreu da decisão, mas o recurso foi negado. Os adquirentes das unidades habitacionais comemoraram a saída do grupo.

“É uma vitória para nós, que trabalhamos muito para comprar a nossa casa própria. A Justiça foi feita! Agora, em breve, as obras serão concluídas e teremos o que é nosso por direito”, disse um dos futuros moradores do local.

O Residencial Sevilha deveria ter sido entregue aos compradores em 2016 pela construtora Porti, mas ainda está inacabado. Segurados pela Caixa Econômica Federal, os adquirentes aguardam a conclusão das obras do condomínio, que faz parte do Programa Minha Casa, Minha Vida.

A construtora espanhola paralisou os trabalhos em 2017, quando as obras estavam 80% concluídas, alegando problemas financeiros. Em 2018, foi acionado o seguro da Caixa para a retomada dos trabalhos. Uma nova construtora foi contratada para terminar o empreendimento.

“A Caixa retomou as obras através do seguro da obra, não é obra abandonada, já foram vendidas todas unidades para os adquirentes através do Minha Casa, Minha Vida”, afirmou a advogada Tabata Renata Yokoyama Fritsch, que representa a associação dos compradores dos imóveis e atuou para a retirada dos invasores do empreendimento.

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