Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Tecnologia Bill Gates lamenta a Microsoft não ser a rival da Apple no mundo mobile

Bill Gates assumiu ao menos parte da responsabilidade pela decisão. (Foto: Reprodução/Instagram)

Bill Gates, atualmente conselheiro da Microsoft, lamentou recentemente em entrevista que a Microsoft não seja a rival da Apple no mundo mobile. As informações são do portal UOL.

Em 2007, no lançamento do primeiro iPhone, muitos devem lembrar das gargalhadas que o até então CEO da Microsoft, Steve Ballmer, deu em relação ao aparelho. Na época, é claro, a Microsoft tinha a sua presença marcada no incipiente mercado mobile e o Android que existia (comprado pelo Google em 2005) não tinha nada a ver com o que veio a se tornar pós-iPhone.

Passados mais de 12 anos, hoje em dia Bill Gates — que ainda está no conselho da Microsoft — lamenta muito o fato de sua empresa ter dado espaço para o Google se tornar a grande rival da Apple no mundo mobile.

Em uma entrevista concedida durante um evento da Village Global, ele declarou:

No mundo do software, especialmente para plataformas, esses são mercados em que o ganhador fica com tudo. Então o maior erro foi qualquer decisão tomada por mim que fez a Microsoft não ser o que o Android é. Isto é, o Android é a plataforma padrão não-Apple para telefones. Isso era algo natural para a Microsoft ganhar. […] Há espaço para exatamente um sistema operacional não-Apple e o que isso vale? Uns US$400 bilhões que seriam transferidos da empresa G para a empresa M.

Gates pega para si a (ou parte da) responsabilidade pelo erro, mas a grande verdade é que o bastão na época estava nas mãos de Ballmer. A icônica risada deste pós-anúncio do iPhone mostra claramente o quanto ele não entendia o potencial da coisa.

O mais incrível de tudo é que, mesmo com a sua derrota entre as plataformas mobile, a Microsoft conseguiu dar uma forte guinada em todos os outros segmentos nos quais atua e, recentemente, chegou a retomar o posto de empresa mais valiosa do planeta, valendo US$1,06 trilhão.

A façanha foi conquistada em abril, após o fechamento da NASDAQ, nas negociações after-hours. Depois de anunciar resultados financeiros para o terceiro trimestre fiscal melhores do que o esperado — com faturamento de US$30,6 bilhões e receita líquida de US$8,8 bilhões (com desempenho bastante forte em basicamente todos os segmentos) —, as ações da empresa ($MSFT) subiram mais de 4%, fazendo com que o seu market cap ultrapassasse a barreira de US$1 trilhão.

A promessa da abertura do pregão naquele dia acabou não se concretizando e as ações fecharam com uma alta de 3,31%, valendo US$129,15. Com isso, o valor de mercado da companhia comandada pelo indiano Satya Nadella fechou o dia em US$990,9 bilhões; comparativamente, a Apple estava valendo na data US$968 bilhões ($AAPL: -0,91%; US$205,28), enquanto a Amazon valia em US$936 bilhões ($AMZN: +0,03%; US$1.902,25). As posições, no entanto, têm se alternado.

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