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Política Bolsonaro diz que País pode terminar 2020 com mais empregos do que em 2019

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Bolsonaro comemorou saldo positivo na criação de emprego formal.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Veto deve provocar desgaste junto ao Congresso Nacional (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (26) que as projeções indicam que o País pode terminar o ano de 2020 com mais empregos do que em 2019. Ele comemorou o resultado positivo na criação de empregos formais, segundo balanço do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério da Economia, que apontou um saldo positivo de 394,9 mil empregos em outubro.

“Desde julho, agosto e setembro, tivemos superávit, saldo positivo, no Caged. Agora, levando-se em conta outubro, o Caged nos deu um superávit de 400 mil novos empregos com carteira assinada. Se nós acreditarmos em projeções, vamos terminar o ano, no mês de dezembro, com mais gente empregada do que dezembro do ano passado. Isso atravessando uma pandemia”, disse durante cerimônia no Palácio do Planalto que marcou o lançamento de um novo sistema de gestão documental digital do governo.

Nesta quinta-feira (26), o Ministério da Economia divulgou que, pelo quarto mês consecutivo, o saldo de geração de empregos no Caged ficou positivo. Foram criadas 394.989 vagas com carteira assinada em outubro, resultado de 1.548.628 admissões e de 1.153.639 desligamentos. O resultado é um recorde na série histórica iniciada em 1992.

Atualmente, a estimativa da população desocupada no Brasil é de cerca de 13,5 milhões, segundo a última edição da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), publicada em outubro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pandemia

Segundo o secretário do Trabalho, Bruno Silva Dalcolmo, em abril as admissões caíram e as demissões registraram alta, em função da crise gerada pela pandemia de Covid-19. Esse efeito do início da pandemia levou o saldo de empregos formais a permanecer negativo ao longo do ano. “As admissões encolheram muito, chegaram a 40% do volume normal, durante o mês de abril. E houve pico de demissões também. Isso abriu um déficit grande no mês de abril. A partir daí, podemos notar uma progressiva retomada do ritmo normal da economia. Mas como as empresas demitiram muito durante o mês de abril e depois já estavam muito enxutas, é natural que as demissões perdessem ritmo”, disse.

Atualmente, acrescentou o secretário, as contratações estão em crescimento. “No momento de reabertura da economia, de retomada forte como está acontecendo agora, isso documentado por gastos de cartão de crédito, de energia elétrica, falta de matéria-prima, é natural que as admissões crescessem em ritmo mais forte do que as demissões”, acrescentou.

Recuperação de empregos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que até o fim do ano é possível recuperar os empregos perdidos no início da pandemia de Covid-19. Para o ministro, ao observar o saldo acumulado do ano até outubro, negativo (mais demissões que contrações) em menos de 200 mil (171.139), é possível prever que 2020 terminará sem perdas de empregos.

“A pandemia atingiu tragicamente as famílias brasileiras, derrubou os empregos, atingiu pessoalmente todos nós. Mas reagimos com resiliência, soubemos fazer o distanciamento social para proteger as nossas vidas e, ao mesmo tempo, manter a economia girando para proteger os nossos empregos e nossas empresas. E podemos terminar o ano perdendo zero de empregos no mercado formal. Nesta recessão, que nos jogou ao fundo do posso, não perdemos o rumo, nos levantamos, e estamos criando empregos em alta velocidade”, disse, ao participar do início da coletiva virtual para a apresentação dos resultados do Caged.

Guedes acrescentou que o resultado foi tão bom que pode não ser possível melhorar. “A notícia é extraordinária. É tão boa que é difícil melhorar. Acho que não vamos conseguir criar ainda mais empregos. Mas só a indicação de que podemos terminar o ano com zero, é extraordinário”, ressaltou.

O ministro reforçou que a economia brasileira segue em rápida recuperação. “Desde 1992, o Brasil não criava tantos empregos em um mês. A economia continua retornando em V [rápida recuperação], gerando emprego em um ritmo acelerado”, disse Guedes.

Desempenho regional

O mês foi positivo nas cinco regiões do País: no Sudeste, o saldo ficou em 186.884 postos; no Sul, resultado de 92.932; no Nordeste, foram criados 69.519 empregos formais; no Centro-Oeste, 25.024; e no Norte, 20.658 vagas.

Também houve saldo positivo em todas as unidades federativas, com destaque para São Paulo (119.261 novas vagas), Minas Gerais (42.124) e Paraná (33.008). Em termos relativos, os Estados com maior variação em relação ao estoque do mês anterior foram Santa Catarina, Ceará e Amazonas.

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