Terça-feira, 22 de Junho de 2021

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Saúde Brasil pode ter 4 milhões de pessoas com Alzheimer em 2050

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A doença de Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas. (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa inédita revelou que cerca de 4 milhões de brasileiros podem ser diagnosticados com o mal de Alzheimer em 2050, mais do que triplicando o número atual de pacientes. Trata-se do primeiro levantamento feito para analisar o perfil socioeconômico, comportamental e clínico de pacientes acometidos pela doença no Brasil.

Os pesquisadores se basearam nos dados coletados pelo Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros, realizado entre 2015 e 2016 com mais de 9 mil adultos de 50 anos ou mais. As informações foram posteriormente cruzadas com as projeções de expectativa de vida.

É importante lembrar que, ao menos por enquanto, não há cura para o mal de Alzheimer. De acordo com o Serviço Nacional de Saúde britânico, algumas das medidas de prevenção contra a doença são evitar fumar, diminuir a solidão, exercitar-se por 150 minutos semanais e manter-se mentalmente ativo.

O que é Alzheimer?

A doença de Alzheimer (CID 10 G30) é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social. Com o passar do tempo, ela também interfere no comportamento e personalidade da pessoa, causando consequências como a perda de memória.

No início, o paciente pode até lembrar de acontecimentos muito antigos, mas acaba esquecendo coisas simples, como uma refeição que acabou de realizar.

Com a evolução do quadro, o Alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.

O Alzheimer é a causa mais comum de demência – um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. Na doença de Alzheimer, as células cerebrais degeneram e morrem, causando um declínio constante na memória e na função mental.

A demência varia em gravidade desde o estágio mais brando, quando está apenas começando a afetar o funcionamento de uma pessoa, até o estágio mais grave, quando a pessoa deve depender completamente dos outros para atividades básicas da vida diária.

Causas

Pesquisadores acreditam que, para a maioria das pessoas, a doença de Alzheimer é causada por uma combinação de fatores genéticos, de estilo de vida e ambientais que afetam o cérebro ao longo do tempo.

A causa do Alzheimer é desconhecida, mas seus efeitos deixam marcas fortes no paciente. Normalmente, atinge a população de idade mais avançada, embora se registrem casos em gente jovem. Os cientistas já conseguiram identificar um componente genético do problema, só que estão longe de uma solução. (2,3)

Embora as causas da doença de Alzheimer ainda não sejam completamente compreendidas, seu efeito sobre o cérebro é claro. A doença de Alzheimer danifica e mata as células cerebrais. Um cérebro afetado pela doença de Alzheimer tem muito menos células e muito menos conexões entre as células sobreviventes do que um cérebro saudável.

À medida que mais células cerebrais morrem, a doença de Alzheimer leva a um encolhimento significativo do cérebro. Quando os médicos examinam o tecido cerebral de Alzheimer sob o microscópio, eles vêem dois tipos de anormalidades que são consideradas características da doença:

Placas: esses aglomerados de uma proteína chamada beta-amilóide podem danificar e destruir as células cerebrais de várias maneiras, inclusive interferindo na comunicação célula a célula. Embora a causa final da morte de células cerebrais na doença de Alzheimer não seja conhecida, a coleção de beta-amilóide do lado de fora das células cerebrais é um dos principais suspeitos

Emaranhados: as células cerebrais dependem de um sistema interno de suporte e transporte para transportar nutrientes e outros materiais essenciais ao longo de suas longas extensões. Este sistema requer a estrutura normal e o funcionamento de uma proteína chamada tau.

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