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Mundo A Califórnia permitirá testes de carros sem motoristas no volante

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Essas simulações só eram permitidas se algum indivíduo treinado estivesse dentro do carro. (Foto: Reprodução)

Uma boa notícia para quem sonha com o futuro dos carros autônomos. Na manhã de ontem (26), o DMV (Escritório de Direito Administrativo do Departamento de Veículos Automotores da Califórnia) anunciou que permitirá que empresas de tecnologia testem seus automóveis inteligentes sem o auxílio de um piloto atrás do volante. Até então, essas simulações só eram permitidas se algum indivíduo treinado estivesse dentro do carro para dirigi-lo em casos de emergência.

Para ter tal privilégio, a companhia em questão precisa cumprir uma série de normas estabelecidas pelo órgão, como manter uma rede de comunicação entre o carro autônomo e um operador remoto, apresentar um plano de interação com as autoridades locais, avisar o governo em caso de incidentes de trânsito e cumprir todas as normas de segurança veicular em vigor naquele Estado.

Cumprindo todos os requisitos, o DMV emitirá uma permissão que possibilitará os testes sem intervenção local de um ser humano. Vale a pena observar, porém, que as regras só entram em vigor a partir do dia 2 de abril. De acordo com o órgão, 50 montadoras, startups e provedoras de soluções de conectividade estão credenciadas para realizar simulações que contem com um piloto habilitado.

Briga

Em briga de cachorro grande, o melhor negócio é sentar e ficar olhando a disputa. Ainda mais quando envolve dois dos maiores nomes da indústria da tecnologia, Steve Wozniak, cofundador da Apple, e Elon Musk, criador da Tesla e SpaceX. A polêmica começou no fim de janeiro, em uma palestra que Wozniak dava na Suécia. Sem medir palavras, ele afirmou: “Eu não acredito em nada do que Musk ou a Tesla dizem”.

Sem deixar de dizer que ele ainda admira o trabalho da Tesla, Wozniak citou algumas promessas feitas pela empresa nos últimos meses e que não foram cumpridas. Uma delas se refere à implantação de sensores nos carros da Tesla que permitiriam que o veículo se autodirigisse até o fim de 2016. Essa promessa despertou o desejo de Wozniak em ter um modelo da montadora.

Então, a Tesla percebeu que o sistema não iria funcionar e se desfez da empresa de sensores. Novos foram implantados, com oito câmeras, em vez de uma, como previa o projeto original. Além da questão da mudança de planos, Wozniak criticou o desempenho do piloto automático. Segundo ele, o sistema não responde bem às variações de uma estrada, o que obriga o motorista a ter muita atenção durante o trajeto e, eventualmente, assumir o controle.

A bronca não para. Woz reclama que a Tesla tira o corpo fora das responsabilidades ao afirmar que seus produtos sempre estão na fase beta. “Essa é uma maneira ordinária de escapar”, disse o cofundador da Apple. Para o ex-Apple, outras empresas estão à frente da Tesla em relação ao carro autônomo.

Musk já havia falado, na época do lançamento do sistema, que seria necessário o monitoramento por parte do motorista. No fim do ano passado, ele pediu feedbacks de motoristas que fizeram testes e prometeu uma nova versão do sistema. Essa atualização pode chegar tarde demais. Woz já declarou que sua preferência atual é pelo Chevy Volt, exceto para longos trajetos, já que a Tesla tem mais pontos de carga.

 

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